Curiosidades

Ig Nobel premia japonês por estudos sobre os ‘benefícios do beijo’

A premiação anual é uma paródia do Prêmio Nobel original e reconhece, desde 1991, as pesquisas mais bizarras do mundo. Veja lista dos 10 premiados em 2015.

Do Mundo-Nipo

O estudo sobre “como beijar cerca de 30 minutos pode aliviar os sintomas da alergia” rendeu ao cientista japonês Hajime Kimata o Prêmio Ig Nobel da medicina 2015. Concedida por Harvard, a premiação é uma paródia do Prêmio Nobel original e reconhece pesquisas que parecem não ter sentido algum.

Deste 1991, os estudos mais bizarros são selecionados pelo periódico ‘Annals of Improbable Research’ para concorrer ao “prêmio”.

Foram avaliados cerca de 9.000 cientistas, escolhidos dentre milhares de “descobertas” publicadas em mais de 2.000 revistas científicas para concorrer na 25ª edição do Ig Nobe, que decorreu em meados de setembro.

Do total, foram selecionados 12 trabalhos em dez categorias diferentes. Os vencedores receberam um troféu e uma nota de dez trilhões de dólares do Zimbábue (a moeda, extinta este ano, tinha a cotação de 250 trilhões de dólares zimbabuanos por US$ 1) das mãos de verdadeiros laureados.

Confira os vencedores de todas as categorias:

Química
Tom Yuan (EUA), Callum Ormonde (Austrália) e colegas, por inventarem uma receita química para “descozinhar” um ovo, parcialmente.

Física
Patricia Yang (Taiwan) e colegas, por testarem o princípio biológico de que quase todos os mamíferos esvaziam suas bexigas urinando por cerca de 21 segundos (com margem de erro de mais ou menos 13 segundos)

Literatura
Mark Dingemanse (Holanda) e colegas, por descobrirem que a palavra “huh?” (ou seu equivalente) parece existir em todas as línguas do planeta – e por não saberem bem por quê.

Administração
Gennaro Bernile (Itália) e colegas, por descobrirem que muitos empresários desenvolvem apreço pelo risco durante a infância quando vivenciaram desastres naturais (como terremotos, erupções vulcânicas, tsunamis e incêndios) que não tiveram consequências pessoais graves para eles.

Economia
A Polícia Metropolitana de Bangcoc (Tailândia), por oferecer pagamento extra a policiais que se recusam aceitar suborno.

Medicina
O prêmio médico deste ano foi compartilhado por Hajime Kimata (Japão) e Jaroslava Durdiaková, que estudaram os benefícios biomédicos de beijar.

Dr. Hajime Kimata, que é especialista em alergias, não compareceu à cerimônia, mas disse em uma mensagem de vídeo que estava honrado em ser “laureado” com o prêmio.

Para seu experimento em 2003, Dr. Kimata selecionou 60 pacientes alérgicos ao pólen do cedro e outras substâncias. Depois os separou em dois grupos. Eles tinham que se beijar durante 30 minutos a portas fechadas enquanto escutavam uma música suave. Notou-se que a reação alérgica foi reduzida, comparando amostras de sangue antes e depois do teste.

“Gostaria que as pessoas entendessem o novo efeito do beijo. Espero também que o beijo possa levar não só o amor, mas também a atenuação da reação alérgica”, disse Dr. Kimata, de 62 anos, na mensagem de vídeo.

Trata-se do nono ano consecutivo que pesquisadores japoneses são premiados com o Ig Nobel.

Matemática
Elizabeth Oberzaucher (Áustria) e colegas, por técnicas matemáticas para determinar como e se o sultão Mulai Ismail do Marrocos teria mesmo conseguido produzir 888 filhos entre 1679 e 1727.

Biologia
Bruno Grossi (Chile) e colegas, por observarem que quando se prega uma vareta no traseiro de uma galinha, ela caminha de maneira similar àquela com a qual acredita-se que os dinossauros andavam.

Medicina diagnóstica
Diallah Karim (Canadá) e colegas, por determinar que a apendicite aguda pode ser diagnosticada com precisão pela intensidade da dor de um paciente num carro que acelera sobre uma lombada.

Fisiologia ou Entomologia
Justin Shmidt, pela dolorosa criação do Índice Schmidt de Dor, que mede a dor relativa que as pessoas sentem ao serem picadas por diferentes insetos; e para Michael l. Smith (EUA), por fazer com que abelhas o picassem meticulosamente em 25 locais diferentes de seu corpo. Ele determinou os locais menos dolorosos (crânio, ponta do dedo anular, e braço) e os mais dolorosos (narinas, lábio superior e pênis).

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