Ciência e Saúde

Japão aprova transplante com células iPS em pacientes com lesões na coluna

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O transplante é o primeiro do tipo no mundo e será realizado em quatro pacientes que perderam completamente suas funções motoras.

Um grupo de pesquisadores japoneses anunciou que recebeu aprovação do Ministério da Saúde do Japão para realizar, já neste ano, testes clínicos de transplantes com células-tronco pluripotentes induzidas (iPS), que têm o potencial de se desenvolver em qualquer célula do corpo, para tratar lesões na medula dorsal, no que será o primeiro transplante do tipo no mundo.

O teste será realizado por uma equipe da Universidade de Keio, em Tóquio. O procedimento foi aprovado pelas autoridades e deve ocorrer no final deste ano em quatro pacientes.

Trata-se do transplante de dois milhões de células iPS na coluna em cada um dos pacientes. Após a operação, os pacientes passarão por reabilitação e serão monitorados por um ano.

O principal objetivo do teste, que a equipe apresenta como o primeiro do mundo no campo, é verificar se as células transplantadas são inócuas e validar o método de transplante.

“Faremos o máximo possível para proporcionar tratamento aos pacientes e garantir sua segurança”, declarou Hideyuki Okano, professor de fisiologia, em entrevista coletiva.

O estudo será realizado em pacientes com 18 anos ou mais que perderam completamente suas funções motoras e sensoriais.

No Japão, mais de 100 mil pessoas se encontram paralisadas por lesões na medula dorsal. Mas, até o momento, não há tratamento eficaz.

“Já se passaram 20 anos desde que comecei a pesquisar o tratamento com células (iPS). Finalmente, podemos iniciar um teste clínico”, disse o confiante professor Okano.

A aprovação dos testes para tratar lesões na medula ocorre pouco meses depois que uma equipe de pesquisadores em Quioto anunciar, em novembro, que obtiveram sucesso ao transplantar células iPS para o cérebro de um paciente portador de Parkinson.

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Segundo os pesquisadores, o paciente ficou estável após a operação. Desde então, ele está sendo monitorado, o que deverá ocorrer ao longo de dois anos.

MN – Mundo-Nipo
Fonte: Medical Express / Via Agência AFP.