Economia

Confiança do consumidor no Japão cai pela primeira vez em 4 meses

O resultado levou o governo a reduzir sua avaliação pela primeira vez em cinco meses.

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Do Mundo-Nipo com Agência Kyodo

A confiança dos consumidores japoneses e trabalhadores com empregos sensíveis às tendências econômicas caiu em agosto. É primeira queda após três altas consecutivas do índice, que havia subido em maio pela primeira vez após uma série de cinco meses seguidos de piora, mostrou nesta terça-feira (9) a pesquisa do Escritório do Gabinete, em um sinal de que o crescimento dos salários não conseguiram compensar os efeitos negativos da alta do imposto sobre o consumo em abril, que continua impactando negativamente a economia do país.

O índice sazonalmente ajustado da confiança entre as famílias compostas por duas ou mais pessoas recuou 0,3 ponto em relação ao mês anterior, para 41,2 no sexto mês do ano, de 41,5 em julho, revertendo uma sequência positiva de três meses, o que levou o governo a reduzir sua avaliação dos dados pela primeira vez em cinco meses.

O governo derrubou sua avaliação básica para dizer que o sentimento do consumidor está “pegando em um ritmo mais lento”.

Os dados sugerem que os gastos privados vão sofrer no trimestre julho-setembro, amassando as esperanças de uma recuperação da demanda interna para provocar uma reviravolta a partir de uma verdadeira contração anualizada de 7,1% do PIB no período de abril a junho.

Na pesquisa, os consumidores são questionados sobre as perspectivas para os próximos seis meses. Em abril, quando a taxa de imposto sobre vendas foi elevada em 3 pontos percentuais, para 8%, o índice piorou para 37, o menor nível desde agosto de 2011.

Em agosto, o índice composto da perspectiva dos consumidores para aumentos de salários caiu 0,6 ponto, para 38,5, a primeira queda depois que o governo elevou o imposto.

O resultados da pesquisa mostraram também a opiniões dos consumidores sobre as condições de emprego, que diminuiu 0,9 ponto em relação ao mês anterior, para 47,8, enquanto a disposição para comprar bens duráveis​​, como eletrodomésticos e automóveis, caiu 0,1 ponto, para 39,5.

A leitura sobre as perspectivas dos consumidores para os seus padrões de vida foi o único índice positivo na pesquisa, apontado um solitário avanço de 0,6 ponto, para 39,1, o mais alto em nove meses.

O Escritório do Gabinete realizou a pesquisa em 15 de agosto, abrangendo 5.712 famílias. Foram registrados 4.039 respostas válidas, ou 70,7 % do total.

O índice de confiança do consumidor reflete as perspectivas dos consumidores sobre a situação de vida, crescimento da renda, as condições do mercado de trabalho e as perspectivas de compra de bens duráveis. O índice atua como referência para dados sobre gastos dos consumidores.

Leituras abaixo de 50 sugerem pessimismo do consumidor, enquanto uma pontuação acima de 50 indica que os consumidores estão esperando melhores condições. O índice não atinge 50 ou mais desde fevereiro de 2006.

== Kyodo

 


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