Economia

BC do Japão mantém política monetária e reduz previsão de crescimento em 2015

Sinais de desaceleração da economia japonesa levou o BoJ a reduziu para 1,7% sua previsão de crescimento do PIB.

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Do Mundo-Nipo

O Banco do Japão (BoJ, o banco central japonês) anunciou nesta quarta-feira (15) que deixou inalterada sua política monetária e manteve suas projeções otimistas sobre alcançar a meta inflação, mas reduziu em 0,3 ponto percentual sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país para o ano fiscal atual, que encerra em março de 2016, para 1,7 %, refletindo sinais de fraqueza na demanda externa e nas exportações.

A entidade também rebaixou – em relação às previsões de abril – em um décimo sua previsão do índice de preços ao consumidor (IPC) para o atual ano fiscal, fixando-o em 0,8%.

O BoJ também reduziu em um décimo, até 1,9%, a inflação esperada durante o curso fiscal de 2016, que terá início no dia 1º de abril do próximo ano.

Reconhecendo sinais de fraqueza na demanda externa, o banco central japonês apresentou uma visão ligeiramente mais pessimista sobre exportações e produção dizendo que elas têm “acelerado embora com algumas flutuações”.

As reduções refletem o impacto da acentuada queda dos preços do petróleo sobre o país e das medidas ativadas desde 2013 pelo BoJ para pôr fim a duas décadas de deflação e estagnação.

Por isso, a junta de política monetária da entidade anunciou ao término da reunião mensal de dois dias que decidiu, por oito votos a um, manter intacto seu pacote de estímulos.

Em virtude da decisão, seguirá ampliando a base monetária em 80 trilhões de ienes (US$ 64,7 bilhões) via compras agressivas de ativos.

Desafiando o ceticismo do mercado acerca de sua perspectiva otimista, o banco central manteve suas projeções de que a inflação alcançará a meta de 2% de inflação no ano fiscal que começa em abril de 2016.

Segundo a junta de política monetária, a alta de preços no país está estagnada devido ao barateamento do petróleo, algo que já obrigou a entidade a atrasar em seis meses o momento em que prevê atingir a meta de 2% de inflação. No entanto, voltou a defender que a tendência para o futuro é de alta no país.

Fontes: Agência Kyodo | Agência EFE.

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