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Primeiros F-35 chegam ao Japão para reforçar segurança na região

Foto: Arquivo / Creative Commons

Em meio às tensões com a Coreia do Norte, os EUA está enviando, pela primeira vez, caças F-35A à base de Kadena.

Atualizado em 04/11/2017


Dois dos mais avançados caças de combate dos Estados Unidos chegaram à ilha de Okinawa, no sul do Japão, esta semana, como parte de uma implementação militar de seis meses para reforçar a segurança no arquipélago japonês, bem como na região, diante da crescente tensão provocada pelas ameaças da Coreia do Norte com seu programa nuclear.

As duas aeronaves são uma pequena parte da anunciada esquadra norte-americana que chegará ao país neste mês de novembro.

De acordo com a emissora ‘NHK’, a força aérea dos Estados Unidos vai enviar seus mais novos caças stealth para a base de Kadena, em Okinawa, em uma aparente tentativa de mostrar força contra a Coreia do Norte.

A Forças Aérea do Pacífico, dos EUA, anunciou na semana passada o envio de uma esquadra mega avançada, que inclui uma dúzia de caças F-35A e um contingente de aproximadamente 300 soldados da aeronáutica para a Base Aérea de Kadena.

Este é o primeiro envio dos avançados caças F-35A à base de Kadena, que já abriga dezenas de caças F-15. A esquadra e o contingente pertencem à base no estado americano de Utah.

As duas super aeronaves que chegaram à ilha são as primeiras unidades da prometida esquadra, que será implantada no decorrer deste mês. O contingente de 300 soldados deverá permanecer no Japão por um período máximo de seis meses.

Em declaração à imprensa no dia 24 de outubro, o comandante das Forças Aéreas do Pacífico, o general Terrence O’Shaughnessy, afirmou que “os F-35A apresentam precisão de ataque sem precedentes contra ameaças atuais e futuras”.

Com um custo de desenvolvimento que já superou os 400 bilhões de dólares, segundo o site Airway, do UOL, o F-35 é o avião mais caro da história da aviação mundial. O caça supersônico possui tecnologia “stealth”, que o torna invisível aos radares. Além disso, também é equipado com alguns dos sensores de busca mais avançados da atualidade.

“Com o ambiente de segurança muito complicado, incluindo [á situação com] a Coreia do Norte, [implementação dos F-35], indica que a parte estadunidense demonstra certo grau de compromisso com esta região”, declarou o ministro da Defesa do Japão, Itsunori Onodera, nesta quarta-feira (1).

Porém, grande parte da população de Okinawa é contra a presença prolongada do contingente militar norte-americano na ilha.

Neste contexto, o ministro japonês assegurou que suas preocupações foram levadas em consideração e que atualmente os militares estadunidenses devem utilizar sistemas de controle de ruído em meio aos voos dos F-35A.

Além do incômodo causado pelo barulho das aeronaves, os habitantes de Okinawa se preocupam com a poluição ambiental e o aumento da criminalidade, provocados pela base aérea, bem como vários casos de estupros cometidos por soldados norte-americanos lotados na base de Kadena.

Em janeiro deste ano, os EUA e o Japão assinaram o acordo que limita a imunidade jurídica de alguns militares que estão em serviço nessa base.

Crescentes tensões com a Coreia do Norte
As tensões na Península Coreana aumentaram consideravelmente na esteira de uma série de testes armamentícios de Pyongyang, incluindo seu sexto e mais poderoso teste nuclear realizado em 3 de setembro e dois lançamentos de mísseis sobre o Japão, além de uma guerra de ameaças entre os EUA e a Coreia do Norte, sobrando ainda para o Japão, maior aliado dos EUA na região.

Agora, o regime do ditador norte-coreano Kim Jong-un tem a atenção voltada às ações do primeiro-ministro japonês Shinzo Abe, que venceu as eleições parlamentares japonesas prometendo mexer de vez na Constituição pacifista do país e assim reaver o direito de enviar suas tropas militares ao exterior, tanto para defesa como para ataque, um direito perdido após a derrota japonesa na Segunda Guerra Mundial.

Do Mundo-Nipo
Fontes: Sputnik | Kyodo |NHK | Airway.