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Japão aprova novo pacote de estímulos, o maior desde 2008

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O pacote totaliza 28,1 trilhões de ienes (US$ 274 bilhões) e tem como objetivo reavivar “de vez” a economia do país.

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O governo do Japão aprovou nesta terça-feira (2) um pacote de estímulo econômico no valor de 28,1 trilhões de ienes (US$ 274 bilhões), destinado, principalmente, a afastar a ameaça da deflação e reavivar a economia do país.

Aprovado pelo gabinete do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, o novo pacote fiscal é um dos maiores do Japão desde a crise global iniciada em 2008, mas três quartos do valor correspondem a empréstimos subsidiados do governo e empresas estatais.

O número total do pacote, que inclui gastos por parcerias público-privadas e outros que não são gastos diretos do governo, chega a 28,1 trilhões de ienes. Desse total 13,5 trilhões de ienes (US$ 132 bilhões, será destinado a medidas de estímulos fiscais.

Os novos gastos diretos somam apenas cerca de 7,5 trilhões de ienes e a maior parte desse montante está previsto para os próximos dois anos. Ainda este mês, o governo vai elaborar um orçamento suplementar para garantir gastos de 4 trilhões de ienes no ano até março de 2017.

O pacote destina 10,7 trilhões de ienes em recursos a projetos de infraestrutura, incluindo uma linha de trem de levitação magnética que ligará a capital, Tóquio, a Osaka. O programa prevê ainda repasses individuais equivalentes a US$ 150 a 22 milhões de pessoas de baixa renda e projetos de reconstrução em áreas do sul do país que foram atingidas por terremotos em abril.

Com o pacote, o governo espera impulsionar o Produto Interno Bruto (PIB) japonês em 1,3 ponto porcentual. Para Koya Miyamae, economista da SMBC Nikko Securities, o impacto positivo na economia será bem mais modesto no próximo ano, de 0,4 ponto porcentual

O Banco do Japão (BoJ, o banco central japonês) decepcionou os mercados na sexta-feira ao manter a compra de títulos, desafiando as expectativas de que aumentaria, e deixou operadores ainda mais nervosos após anunciar que reavaliaria suas políticas em setembro.

O presidente do banco central, Haruhiko Kuroda, não comentou sobre a alta nos rendimentos dos títulos, mas disse que a revisão planejada não vai levar a autoridade monetária a enfraquecer seus estímulos.

Nesta terça-feira, o premiê disse: “Nós acertamos hoje o rascunho de um forte pacote econômico com o objetivo de cumprir investimento no futuro”.

“Com esse pacote, nós vamos avançar não só para estimular a demanda, mas também alcançar crescimento econômico sustentável liderado pela demanda privada.”

Fontes: The Japan Time | Conteúdo Estadão.

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