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Fortes chuvas obrigam retirada de 1,1 milhão de pessoas no sul do Japão

Inundações no sul do Japão | Foto: Kyodo

Previsão da Agência Meteorológica do Japão é de que as precipitações em Kagoshima e Miyazaki se intensifiquem nas próximas horas.

As fortes chuvas que estão castigando a região sul do Japão nos últimos dias levaram as autoridades locais a ordenar, nesta quarta-feira (3), a retirada de mais de 1,1 milhão de pessoas nas províncias de Kagoshima e Miyazaki, no sudoeste do país. Segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA, na sigla em inglês), as precipitações se intensificarão ainda mais nas próximas horas.

Kagoshima está localizada em uma baía ao sul da ilha de Kyushu. Em partes da ilha chegaram a cair 900 milímetros de água por metro quadrado desde a semana passada, e apenas na cidade de Kagoshima, de onde foram evacuados todos os seus 590.000 residentes, foram 40 milímetros em um intervalo de apenas uma hora.

O governo informou que houve pequenos deslizamentos de terra em algumas áreas da região afetada, bem como inundações. Até o momento, não há informações sobre feridos, segundo a emissora pública NHK.

No total, 1,12 milhão de pessoas, nas cidades de Kagoshima e Miyazaki, receberam ordens para deixarem suas casas e seguirem para abrigos. Os deslizamentos de terra arrastaram carros e soterraram uma casa em Kagoshima.

A Agência Meteorológica do Japão prevê que até a manhã de quinta (4) podem cair no sul de Kyushu cerca de 350 milímetros de chuva por m², mas em algumas áreas da região são esperados até 80 milímetros por hora.

As autoridades temem que estas chuvas causem avalanches de lama, por isso ordenaram a retirada dos 600 mil moradores a partir das 9h35 (horário local), segundo representantes da cidade de Kagoshima.

“Comparado com a chuva do ano passado, este ano vemos que a chuva cairá em um curto período. Há possibilidade que as chuvas impeçam a saída das pessoas”, afirmou, em Tóquio, o chefe de previsão de tempo da Agência Meteorológica do Japão, Ryota Kurora.

MN Mundo-Nipo.com
Com Agência EFE e Kyodo News.