Reino Unido propôs 80 milhões de libras à Nissan após Brexit

A oferta foi feita logo após o referendo do Brexit. O governo britânico queria que a Nissan continuasse a produzir na fábrica de Sunderland, na Inglaterra.
Nissan emblema Foto Stockvault 04 02 19
©Stockvault

O jornal Financial Times revelou nesta segunda-feira que montadora japonesa Nissan recebeu uma proposta milionária do governo do Reino Unido pouco depois do referendo do Brexit, em 2016. De acordo com o jornal, o governo britânico ofereceu uma injeção de 80 milhões de libras esterlinas para que a Nissan continuasse a produzir novos modelos em sua fábrica de Sunderland, na Inglaterra, informou a agência EFE.

Em carta aos diretores da empresa, o governo detalhou que o investimento estava condicionado à decisão “positiva por parte da direção da Nissan de alocar a produção dos modelos Qashqai e X-Trail à fábrica de Sunderland”.

Após receber a mensagem, a empresa japonesa decidiu começar a planejar a produção do X-Trail na Inglaterra. Porém, no último domingo, a Nissan voltou atrás nesses planos e anunciou que levará a fabricação para o Japão. O presidente da Nissan na Europa, Gianluca de Ficchy, argumentou que a decisão foi tomada por “razões empresariais”.

“A contínua incerteza ao redor da futura relação do Reino Unido com a União Europeia (UE) não está ajudando empresas como a nossa a planejar o futuro”, detalhou De Ficchy.

O governo britânico tinha garantido à empresa japonesa em outubro de 2016 que as suas operações não seriam afetadas negativamente pela saída do Reino Unido da UE.

“O governo reconhece a importância dos mercados da União Europeia para a sua presença em Sunderland”, diz a carta que o secretário de Estado para Negócios, Greg Clark, enviou ao então presidente da Nissan, Carlos Ghosn.

“Será uma prioridade nas nossas negociações apoiar os fabricantes de automóveis britânicos e assegurar que a sua capacidade para exportar para e da União Europeia não seja afetada negativamente pela futura relação” entre Londres e Bruxelas, acrescenta o texto.

Faltando 53 dias para que o país abandone o bloco, o Parlamento britânico ainda não ratificou um acordo sobre os termos de saída. Em 29 de março, o Reino Unido romperá os laços de forma não negociada caso não aprove um tratado de saída ou consiga uma prorrogação do prazo.

MN – Mundo-Nipo
Com a Agência EFE.

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