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Tufão obriga retirada de 1 milhão de pessoas e faz 9 mortos no Japão

Tufão Jebi provocou ondas gigantes em um porto em Kochi, oeste do Japão | Foto: Reprodução / Kyodo

Considerado o mais poderoso tufão a atingir o Japão em 25 anos, Jebi causou o caos no oeste do país.

Atualizado em 04/09/2018 – às 15h12


O Japão emitiu alertas de retirada para mais de 1 milhão de pessoas e cancelou centenas de voos à medida que o devastador tufão Jebi atingiu o oeste do país nesta terça-feira (4), deixando rastros de destruição em sua passagem.

Considerado o mais poderoso a tocar a terra no Japão nos últimos 25 anos, Jebi é o 21º primeiro tufão da temporada este ano no Pacífico. O fenômeno chegou ao país acompanhado de chuvas torrenciais e potentes ventos de 220 km/h. Segundo a mídia local, pelo menos nove pessoas morreram e mais de 160 ficaram feridas, segundo a emissora estatal ‘NHK’.

O fenômeno provocou um aumento no nível das marés, que, em algumas áreas, já é o mais alto desde um tufão de 1961. A água subiu tanto que invadiu as pistas do Aeroporto internacional Kansai, que fica em uma ilha artificial de Osaka, no oeste do país.

Cerca de 3 mil passageiros ficaram bloqueados no aeroporto -um dos principais do país-, porque uma ponte que o liga à cidade de Izumisano ficou danificada depois da colisão de um navio petroleiro.

Os ventos, que variam entre 160 km/h e 190 km/h, lançaram a embarcação contra a estrutura. Onze tripulantes ficaram presos a bordo, mas ninguém se machucou. Apenas dois deles foram resgatados até o momento, pois a operação de retirada foi suspensa devido ao rompimento de um cano de gás.

O motor da embarcação não pode ser ligado e as autoridades esperam que o tempo melhore para puxá-la.

O Japão emitiu alertas de retirada para mais de 1 milhão de pessoas, que vivem principalmente no oeste e no centro do país, devido ao risco de deslizamentos e inundações. O premiê japonês, Shinzo Abe, cancelou uma viagem e convocou uma reunião de emergência.

O serviço de meteorologia prevê que algumas áreas poderão receber até 500 mm durante as 24 horas após o início da tempestade.

Kobe e Osaka já foram atingidas por chuvas fortes, o que causou interrupções no serviço de transporte rodoviário e ferroviário.

Foram registrados danos materiais em diversas cidades: um milhão e meio de casas ficaram sem energia elétrica no leste do país e mais de 600 voos foram cancelados.

A fábrica de automóveis Toyota cancelou os turnos de trabalho durante a noite em 14 unidades.

Em Kobe, alguns moradores afirmavam que os ventos chegaram a balançar os edifícios e arrancar galhos de árvores. Em Kyoto, cerca de 100 mm de chuva cobriram parte da cidade em apenas uma hora.

Um homem de 71 anos foi encontrado morto debaixo de um armazém que desmoronou, provavelmente devido aos fortes ventos, e um outro homem, também com cerca de 70 anos, morreu após cair do telhado de uma casa, indicou a ‘NHK’.

Jebi, cujo nome significa “engolir” em coreano, é a mais recente adversidade climática a atingir o Japão após chuvas intensas, deslizamentos de terra, enchentes e temperaturas recordes que deixaram centenas de mortos nos últimos meses.

Fontes: G1 | NHK | Kyodo.