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Vendas no varejo do Japão crescem pelo 9º mês seguido

©Asahi

Crescimento de 1,5% em julho na base anual foi maior que o estimado por economistas.

Atualizado em 12/09/2018


As vendas no varejo do Japão em julho avançaram a um ritmo maior que o esperado, assinalando o nono mês consecutivo de alta em termos anualizados, de acordo com dados divulgados pelo governo do país, em sinal que o consumo privado tem colaborado para o crescimento da terceira maior economia do mundo.

O relatório preliminar do Ministério de Economia, Comércio e Indústria mostra que as vendas subiram 1,5% em julho na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

O aumento superou o resultado de uma pesquisa da agência Reuters, que estimava aumento médio de 1,2%.

Embora a leitura em julho marque o nono mês consecutivo de avanço na base anual, o ritmo de crescimento do indicador tem desacelerado. Em junho, o ganho situou-se em 1,7% ante o mesmo mês em 2017.

Em uma base ajustada sazonalmente, as vendas no varejo cresceram apenas 0,1% em julho em relação ao mês anterior, uma leitura muito abaixo do aumento de 1,4% em junho.

Os gastos dos consumidores têm subido moderadamente, uma vez que mais empresas se veem obrigadas a aumentar os salários para conseguir manter os funcionários, bem como fazer novas contratação, por conta da tétrica escassez de mão-de-obra decorrente do rápido envelhecimento da população do Japão.

Consumo privado e inflação
Um aumento no consumo privado, que representa cerca de 60% da atividade econômica do Japão, poderia elevar os preços ao consumidor, o que ajudaria o Banco do Japão (BoJ, o banco central japonês) a acelerar a taxa de inflação para sua meta de 2%.

Porém, o BoJ admitiu no mês passado que a inflação pode permanecer abaixo de sua meta até o início de 2021.

“O emprego e os rendimentos das famílias não são tão robustos como o BoJ pensa”, disse Azusa Kato, economista sénior do BNP Paribas Securities.

“Como tal, o consumo privado deverá recuar de uma recuperação observada no trimestre de abril-junho”, afirmou.

Um fator que impulsionou as vendas no varejo em julho não representou um crescimento sustentável, principalmente porque o aumento dos preços da gasolina foi o que mais cresceu. Outros setores que apresentaram avanço estão relacionados aos varejistas on-line e itens como medicamentos, enquanto uma onda de calor elevou as compras de alimentos e bebidas.

Tais compensações não foram vistas nas vendas de roupas e outros itens nas lojas de departamento em julho, mês que ocorre liquidação nesse setor e, portanto, é esperado crescimento nas vendas.

Fonte: Reuters | Nikkei.