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Dupla invade escola em Suzano e mata 8 pessoas, a maioria alunos

Massacre na escola Raul Brasil, em Suzano (SP) | Foto: Reprodução/TV Globo

Seis alunos morreram, todos adolescentes. Além deles, dois funcionários da escola, incluindo a coordenadora. A dupla de atiradores se suicidou.

Publicado em 13/03/19 – às 10h09 | Atualizado ás 14h18

Um adolescente e um homem, ambos encapuzados e armados, invadiram a Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo, por volta das 9h30 desta quarta-feira (13), e mataram oito pessoas, a maioria crianças. Segundo a polícia local, a dupla cometeu suicídio logo em seguida.

De acordo com a ‘Rede Globo’, quatro dos que morreram na escola são alunos do ensino médio. Outros dois adolescentes chegaram a ser socorridos, mas morreram no hospital. Entre as vítimas há ainda dois funcionários do colégio, um deles a coordenadora.

Um vídeo feito por câmera de segurança mostra o momento em que os dois criminosos chegam à Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na manhã desta quarta.

Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Henrique de Castro, de 25 anos, estavam em um carro branco alugado, estacionaram em frente ao portão do colégio e entraram pela porta da frente, que estava aberta.

A mesma câmera mostra, minutos depois, muitos alunos fugindo pelo mesmo portão que os assassinos entraram.

“Nesse horário, só havia alunos do ensino médio, e [os assassinos] dirigiram-se ao centro de línguas. Os alunos do centro de línguas se fecharam na sala com a professora e eles [os autores do ataque] se suicidaram no corredor”, segundo o portal de notícias ‘G1’.

Outro vídeo, feito dentro da escola, mostra a correria de alunos e funcionários.

Ainda de acordo com a ‘Rede Globo’, o coronel Salles afirmou que, antes de entrar na escola, os criminosos passaram por uma loja de automóveis próximo ao colégio. O proprietário do estabelecimento, chamado Jorge Antonio de Moraes, foi baleado por Guilherme, que era seu sobrinho.

Moraes levou três tiros – um deles no peito – e está internado no Hospital das Clínicas, em São Paulo. O estado é considerado gravíssimo.

“Policiais estavam indo para esse primeiro chamado e ouviram gritos das crianças. Foram, então, até a escola, onde os dois criminosos acabaram se matando”, disse a capitão Cibele, da comunicação da PM, à emissora.

Dentro da escola, a polícia encontrou um revólver 38, quatro jet luders, que são plásticos para recarregamento de arma, uma besta (um tipo de arco e flecha que dispara na horizontal), um arco e flecha tradicional e garrafas que aparentam ser coquetéis molotov. Um dos autores do ataque tinha uma espécie de machado na cintura e ambos usavam usavam máscaras e tocas. Uma das máscaras tinha o desenho de uma caveira na região da face.

Há ainda uma mala com fios. O esquadrão antibombas foi chamado, mas a polícia ainda não informou se havia material explosivo no local.

Besta usada pelos autores do ataque na escola em Suzano (SP) | Foto: Reprodução G1

O coronel Fábio Pelegrini, da Comunicação Social da PM, informou que a polícia ainda divulgou se os autores do massacre têm registro de crimes anteriores.

Corpo de um dos autores do massacre na escola Raul Brasil, em Suzano | Foto: Reprodução G1

A polícia não tem informações sobre a motivação do crime.

“Provavelmente um ato que foi premeditado. Eles entraram na escola equipados, com máscara. A gente não tem ainda essa motivação, não tem a correlação do motivo e do ato feito”, afirmou o coronel Pelegrini.

Rosni Marcelo Grotliwed, estudante de 15 anos, disse à repórteres da “Globo” que o ataque ocorreu durante o intervalo e que um dos criminosos tinha uma arma e outro, uma faca.

Rosni disse que um dos assassinos passou com faca ao seu lado, mas conseguiu desviar. “Fui para a diretoria, e tinha muita gente morta no chão. Eles gritavam, mas eu não entendi o que era”, lembrou.

“Meu amigo levou facada no ombro e outro levou um tiro. Fugi com um amigo para minha casa e voltei para buscar um amigo”, segundo informou o portal de notícias ‘G1’.

Ainda de acordo com a emissora ‘Globo’, a merendeira Silmara Cristina Silva de Moraes, de 54 anos, contou que ajudou a esconder 50 estudantes na cozinha enquanto a dupla ainda disparava tiros na escola.

O governador de São Paulo, João Doria, cancelou a agenda do dia e chegou à escola em um helicóptero, acompanhado do secretário Estadual de Educação, Rossieli Soares da Silva, do secretário de Segurança, general João Camilo Pires de Campos, e do comandante da PM, o coronel Salles. Doria disse que estava “muito impactado”.

“Foi a cena mais triste que já assisti em toda a minha vida. Fico muito triste que um fato como este ocorra em São Paulo, ocorra no Brasil. Estou consternado, chocado”, afirmou o governador.

O Corpo de Bombeiros e equipes do Samu estão no local. Bombeiros de Mogi das Cruzes também foram chamados, às 9h50, para apoiar o atendimento. O helicóptero Águia, da PM, sobrevoou a escola. Toda a polícia de Suzano está mobilizada no caso.

A prioridade agora é identificar as vítimas e avisar as famílias, segundo as autoridades.

A Prefeitura de Suzano informou que as equipes da Defesa Civil, do Trânsito, da Segurança Cidadã, da Assistência Social e do Fundo Social de Solidariedade estão dando suporte no local para as famílias.

A Associação Cultural Suzanense, o Bunkyo, localizado na avenida Armando Salles de Oliveira, Centro, será ponto de acolhida para familiares, enquanto aguardam informações, e também para receber a imprensa.

Atirador posta fotos ameaçadoras no Facebook pouco antes do ataque
Um dos atiradores do massacre em Suzano postou fotos com uma arma horas antes do crime. Guilherme Taucci Monteiro publicou em seu Facebook que estava viajando para São Paulo e, na postagem, incluiu 30 fotos suas.

Em algumas das fotos, o jovem aparece segurando a pistola usada no tiroteio e vestindo a máscara de caveira com a qual foi encontrado. Monteiro se identificava nas redes como Guilherme Alan.

Guilherme postou foto com arma e máscara horas antes de atacar o colégio em Suzano | Foto: Reprodução/Facebook

MN – Mundo-Nipo
Fontes: Rede GloboGlobo News e Portal G1 | Metrópoles.