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Japão corre grande risco de perda de empregos, aponta pesquisa

©Akio Kon

Empresas do setor de serviços serão a mais afetadas pelo desemprego no país em ao crescente prejuízo da crise do coronavírus.

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O Japão pode ver as novas contratações desacelerar e as perdas de empregos aumentar, particularmente entre empresas do setor de serviços que estão lutando para lidar com o crescente prejuízo causado pela pandemia do coronavírus (Covid-19), de acordo com a análise de dados de uma pesquisa realizada por um instituto privado.

O Instituto de Pesquisa da Vida Dai-ichi conduziu uma análise sobre a pesquisa de confiança do governo de março, envolvendo taxistas e funcionários de hotéis e restaurantes – conhecidos como “vigilantes da economia”.

A análise, usando uma técnica conhecida como “mineração de texto”, mostrou que a palavra “trabalho” era frequentemente usada em combinação com a palavra “ajuste”.

A combinação dos termos “atividade de contratação” e “estagnação” também apareceu muitas vezes na pesquisa.

Ambas as combinações não apareceram na pesquisa do governo de fevereiro, um sinal de que o coronavírus pode estar forçando um número crescente de varejistas a considerar cortes de empregos, disse o instituto Dai-ichi em relatório.

Palavras como “subsídios” e “consultoria para ajuda (do governo)” também foram usadas em conjunto com o termo “empregos” com a mesma frequência que em 2008, quando o colapso do Lehman Brothers desencadeou uma crise financeira global, informou o instituto.

“A pandemia pode prejudicar a indústria. Mas, para esta crise, há uma grande chance de os não-manufatureiros poderem liderar o ciclo em que o agravamento do sentimento empresarial leva a menos empregos”, disse Takuya Hoshino, economista do Instituto de Pesquisa de Vida Dai-ichi.

O sistema usado para examinar a pesquisa, mineração de texto, é um tipo de análise de dados que utiliza a tecnologia de computador para processar grandes quantidades de informações de texto para extrair tendências ou identificar padrões de comportamento na atividade econômica.

Com Agência Reuters.

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