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Exportações do Japão reduz ritmo de queda em setembro

Porto de Tóquio | ©Nikkei

A retração de 4,9% vem após série de seis meses de queda de dois dígitos, incluindo o potente tombo de 14,8% em agosto.

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As exportações do Japão caíram em setembro no ritmo mais lento em sete meses, à medida que os embarques de veículos com destino aos Estados Unidos aumentaram após fortes baixas causadas pela pandemia do coronavírus, indicando uma redução da pressão sobre a terceira maior economia do mundo, informou hoje (19) a agência Reuters.

Dados oficiais mostraram que as exportações japonesas sofreram retração de 4,9% em setembro em comparação com o mesmo mês do ano anterior. A leitura é maior do que os 2,4% estimados por economistas em uma pesquisa da Reuters. Ainda assim, a retração é menor que as registradas nos seis meses de queda de dois dígitos, incluindo o forte declínio de 14,8% em agosto.

Uma quantidade reduzida de ferro para Taiwan,  e navios para o Panamá, saiu do Japão em setembro, marcando o 22º mês consecutivo de queda nas exportações, a mais longa série desde o período de 23 meses até julho de 1987.

Pacotes de estímulos

Para ajudar a economia durante a crise causada pelo vírus, o governo deve compilar um terceiro orçamento extra para o atual ano fiscal, disseram economistas à Reuters na semana passada. Os dois orçamentos anteriores ajudaram a financiar US $ 2,2 trilhões em estímulos econômicos, como pagamentos em dinheiro para famílias e empréstimos para pequenas empresas.

Agora, o primeiro-ministro Yoshihide Suga planeja outro pacote de estímulo, já em novembro, para apoiar o sentimento do consumidor em meio ao risco de uma nova onda de Covid-19, segundo informou a imprensa local.

Recuperação

Ainda assim, a desaceleração do declínio nas exportações se soma a outros sinais de recuperação econômica gradual, como uma aceleração da produção industrial.

Porém, o economista-chefe Yuichi Kodama, do Instituto de Pesquisa Meiji Yasuda, avaliou que a produção se recuperou substancialmente, mas a melhora ocorre após quedas acentuadas, portanto, é provável que o ritmo de recuperação diminuirá após o final do ano.

Além disso, uma recuperação nas exportações provavelmente teria impacto limitado sobre o tamanho de qualquer pacote de estímulo adicional, dado que o foco provavelmente será ajudar as empresas que sofrem com a fraca demanda doméstica, de acordo com Kodama.

Demanda por países

Os embarques para os EUA cresceram 0,7%, o primeiro aumento em 14 meses, impulsionados pela maior demanda por máquinas de energia elétrica e também por automóveis, cujos números aumentaram 18%.

As exportações para a China, o maior parceiro comercial do Japão, aumentaram 14,0%, maior alta desde janeiro de 2018. 

As vendas gerais para a Ásia caíram 2,0%, marcando o ritmo de declínio mais lento desde fevereiro.

Balança comercial

As importações caíram 17,2% contra a estimativa mediana de 21,4% dos economistas consultados pela Reuters, resultando em um superávit comercial de 675,0 bilhões de ienes (US$ 6,41 bilhões).

Marcel Thieliant, economista japonês da Capital Economics, disse que as importações de bens e serviços podem retornar aos níveis anteriores ao vírus até o final de 2022.

“O resultado é que, depois de derrubar três pontos percentuais do crescimento do PIB no segundo trimestre, as exportações líquidas apoiarão o crescimento nos próximos trimestres”, disse.

Mundo-Nipo (MN)
Fonte: Agência Reuters.

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