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Governo japonês e Tepco terão que pagar mais indenizações por Fukushima

Usina Fukushima Daiichi em março de 2011 | Foto: Stockvault

É a quinta vez que o governo do Japão é declarado responsável pelo desastre nuclear na central atômica de Fukushima em março de 2011.

Atualizado em 06/03/2019

Um tribunal distrital japonês condenou o Governo do Japão, bem como a operadora da central atômica de  Fukushima, a pagar quase US$ 4 milhões em novas indenizações a dezenas de moradores que foram obrigados a abandonar suas casas depois do acidente nuclear ocorrido em 2011.

Na quarta-feira, a corte do distrito de Yokohama ordenou ao Governo e à Tokyo Electric Power Co (Tepco, na sigla em inglês) o pagamento de 419,6 milhões de ienes (equivalente a US$ 3,8 milhões) a 152 moradores. Esta é a quinta vez que o Governo é declarado responsável pelo desastre nuclear.

O juiz Ken Nakadaira afirmou que o Governo e a Tepco “poderiam ter evitado o acidente se tivessem adotado medidas” contra o tsunami que provocou o desastre, informou o canal público NHK.

Em 11 de março de 2011, um forte terremoto deflagrou um gigantesco tsunami que varreu a costa nordeste do Japão, deixando 18 mil mortos, incluindo desaparecidos. O tsunami atingiu a usina atômica Fukushima Daiichi, em Fukushima, o que resultou no pior crise nuclear desde o registrado em Chernobyl.

Quase 12.000 pessoas fugiram após o desastre pelo medo da radioatividade e apresentaram várias ações na justiça contra a empresa e o governo em busca de compensações pelo acidente.

As ações tentam determinar se a empresa e o Governo, que são responsáveis por medidas de prevenção de desastres, poderiam ter previsto a escala do tsunami e a subsequente fusão.

Em março do ano passado, um tribunal de Kyoto, no oeste do Japão, determinou a responsabilidade do governo e da Tepco e ordenou o pagamento de 110 milhões de ienes a 110 moradores.

Em um caso separado, em setembro de 2017, um tribunal de Chiba decidiu que apenas a empresa era responsável.

MN – Mundo-Nipo
Com informações da Agência France Presse.