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EUA estudam ecossistema pós-tsunami no nordeste do Japão

Tsunami em Iwate | Foto: Mainichi

A lagoa na cidade de Rikuzentakata, em Iwate, foi conectada ao oceano após o o tsunami de 2011, afetando o ecossistema marinho local.

Uma equipe dos Estados Unidos especialistas em meio ambiente pesquisou uma região no Nordeste do Japão, atingida por um fortíssimo terremoto seguido de tsunami em 11 de março de 2011.

Na última terça-feira (18), a equipe do Centro de Pesquisa do Meio Ambiente Smithsonian visitou uma lagoa na cidade de Rikuzentakata, na província de Iwate. A lagoa foi conectada ao oceano após o grande tsunami de 2011.

O local agora é palco de uma grandiosa obra que tem como finalidade construir um quebra-mar para substituir os bancos de areia que separavam a lagoa do oceano, mas que foram levados pelo tsunami. Trabalhadores também estão construindo barreiras ao longo dos rios que desembocam na lagoa.

Foto: Governo de Rikuzentakata

Pesquisadores analisaram a topografia e o fluxo da água para observar se criavam ou não baixios e mangues capazes de recuperar o ecossistema da lagoa, mas sem trazer grandes mudanças para as obras.

Resgatar o ecossistema costeiro tem sido um desafio para a cidade, já que a pesca de abalone e outros tipos de vida marinha caiu drasticamente após o desastre.

Os cientistas avaliaram que, se as condições ambientais da lagoa apresentarem melhoras, o mesmo pode ocorrer no mar ao seu redor. A equipe pretende apresentar sugestões ao governo local e outros grupos.

Inundação por tsunami

A cidade de Rikuzentakata, em Iwate, foi uma das mais afetadas pelo tsunami em março de 2011, uma vez que ela é uma cidade litorânea com uma grande lagoa, o que facilitou a entrada da onda gigante.

Segundo especialistas consultados pela agência Kyodo, a lagoa colaborou para a rápida inundação de Rikuzentakata, onde morreram cerca de 2 mil pessoas no dia em que o gigantesco tsunami engoliu toda a cidade.

Mundo-Nipo (MN)
Fontes: NHK News | Kyodo News.