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Japão realiza eleições na Câmara Alta

Foto: Reprodução / Kyodo

Um total de 370 candidatos participam do pleito onde serão eleitos 124 senadores dos 245 que compõem a Câmara Alta, que corresponde ao Senado.

O Japão está realizando neste domingo (21) eleições para escolher cerca da metade das cadeiras da Câmara Alta do Japão, que corresponde ao Senado, nas quais o partido governante do primeiro-ministro Shinzo Abe espera revalidar sua grande maioria.

As sessões eleitorais abriram na maior parte do país às 8h (horário local, 21h de sábado em Brasília) e fecharão às 20h (9h em Brasília).

As primeiras pesquisas de boca de urna serão publicadas nas últimas horas do dia, mas os resultados definitivos só serão conhecidos na segunda-feira (22).

Um total de 370 candidatos participam do pleito onde serão eleitos 124 senadores dos 245 que compõem o Senado, segundo a reforma do sistema eleitoral japonês, que acrescenta três novas cadeiras à Câmara Alta.

As demais serão decididas nas próximas eleições, previstas para 2022, nas quais também serão acrescentadas mais 3 vagas ao Senado para elevar seu número total para 248.

O pleito de hoje é visto como um termômetro do apoio público ao governo de Abe, que está há seis anos e meio no poder e a caminho de se tornar um dos líderes japoneses com mais tempo no cargo.

Entre os temas que dominaram a campanha eleitoral se destacam o novo aumento do imposto sobre o consumo, previsto para outubro próximo, a reforma do artigo pacifista da Constituição com que Abe quer impulsionar as Forças de Autodefesa (Exército), e a sustentabilidade do sistema nacional de previdência.

A coalizão governante formada pelo Partido Liberal Democrata (PLD) de Abe e o budista Komeito esperam reforçar seu controle da Câmara Alta, onde possuem mais de 60% das cadeiras desde as últimas eleições de 2016.

Para impulsionar a reforma constitucional, que é uma das prioridades políticas de Abe, é necessário o apoio de dois terços do Senado, uma proporção que já ele tem, com apoio de outras legendas.

A Carta Magna japonesa concede mais poder à Câmara Baixa do Parlamento, para a qual se realizam eleições a cada quatro anos, e cujas decisões prevalecem sobre as da Câmara Alta.

Com Agência EFE.