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Tufão Cimarron obriga cancelamento de 200 voos no Japão

©Kyodo

Classificado como “forte”, Cimarron avança a 35 km/h e arrasta rajadas de vento de até 216 km/h.

O poderoso tufão Cimarron nem mesmo tocou terra e já levou fortes ventos e chuvas ao oeste do Japão, o que obrigou o cancelamento de aproximadamente 200 voos nesta quinta-feira (23), além de evacuação de milhares de moradores em algumas localidades da região.

Cimarron, o 20º tufão da temporada no Pacífico, chega ao oeste do arquipélago japonês após a região ter sido muito castigada por intensas chuvas, o que provou inundações catastróficas e deixou mais de 200 mortos no mês passado.

Segundo último boletim emitido pela Agência Meteorológica do Japão (JMA, na sigla em inglês), às 15h50 do horário local desta quinta-feira (3h50 no horário de Brasília), Cimarron encontrava-se a cerca de 170 quilômetros da cidade de Muroto, na ilha de Shikoku, onde deve tocar a terra hoje à noite.

O tufão, classificado como “forte” pela agência, avança a 35 km/h em direção ao norte-noroeste e arrasta rajadas de vento de até 216 km/h, detalhou a JMA.

A previsão é que a tempestade atravesse a ilha de Shikoku antes de tocar a terra na ilha de Honshu, perto das províncias de Okayama e Hiroshima.

Nestas províncias foram registradas a maioria das mortes por conta das inundações do mês passado. Por isso, o primeiro-ministro do país, Shinzo Abe, pediu extrema cautela.

As chuvas poderiam afetar uma ampla área do país, por isso “há perigo e risco de inundações e deslizamentos de terra”, disse hoje o premiê. Em uma reunião sobre os riscos, Abe pediu que “fossem tomadas medidas adequadas para evitar, sobretudo, que afete ainda mais nas áreas danificadas do oeste”.

A JMA alertou para fortes chuvas e recomendou aos moradores das localidades que devem ser atingidas que deixassem o local antes do anoitecer.

Cidades das zonas administrativas vizinhas de Osaka e Okayama emitiram alertas de retirada para cerca de 85 mil moradores.

O tufão Cimarron é o segundo que afeta o Japão nesta semana, após a passagem do Soulik, que segue seu curso em direção ao norte e espera-se que chegue na península coreana nas próximas horas.

Com informações das agências EFE e Reuters.