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Bolsonaro conversa com premiê do Japão

A conversa teve como foco as críticas que o Brasil tem recebido por conta do desmatamento e das queimadas na região amazônica.

Atualizado em 26/08/2019

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, conversou por telefone com o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, sobre os ataques que o Brasil tem recebido com relação à política de proteção do meio ambiente, ante o aumento do desmatamento e das queimadas na região amazônica.

Segundo reportagem do jornal Estado de S. Paulo, Bolsonaro também conversou com o premiê da Espanha, Pedro Sánchez, na sexta-feira (23). Segundo o jornal, tanto Abe como Sánchez ofereceram apoio ao Brasil.

De acordo com a matéria, o governo do Brasil vai chamar o embaixador do Brasil na França em razão dos ataques que o presidente francês Emmanuel Macron fez ao presidente Bolsonaro.

O gesto de chamar o embaixador é simbólico e demonstra total insatisfação do País com a França em razão das ações contra o presidente brasileiro.

Macron, na visão do governo brasileiro, chamou Bolsonaro de mentiroso. Ainda de acordo com fontes, o Ministério das Relações Exteriores deve divulgar uma nota se pronunciando sobre o “incidente”.

França e ONU demonstram forte preocupação com Amazônia

De acordo com a Agência Brasil, Macron chamou a situação das queimadas na Amazônia de “crise internacional” e afirmou que o tema deve ser discutido em reunião desta semana no G7 (grupo de países mais desenvolvidos do planeta, formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido).

Já o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, se mostrou “profundamente preocupado” com o problema na floresta.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostra que de primeiro de janeiro até o dia 20 de agosto deste ano, foram contabilizados 74.155 focos, alta de 84% ante o mesmo período de 2018.

“Um pouco mais da metade (52,6%) desses focos têm ocorrido na Amazônia“, aponta o relatório do INPE.

Queimada na Amazônia | Foto: Daniel Beltra / Greenpeace

“Em meio a uma crise climática internacional, não podemos permitir que se produzam mais danos em uma importante fonte de diversidade e oxigênio”, escreveu Guterres no Twitter.

Comentário semelhante foi postado pelo presidente da França, Emmanuel Macron, nas redes sociais também na quinta-feira.

“Nossa casa está queimando. Literalmente, afirma o presidente francês.

“A Floresta Amazônica – o pulmão do nosso planeta, que produz 20% do oxigênio – está em chamas. É uma crise internacional. Membros do G7, vamos discutir essa emergência de primeira ordem daqui a dois dias”, escreveu em duas publicações seguidas, em francês e inglês.

Junto do comentário, Macron utilizou a hashtag #ActForTheAmazon (“aja pela Amazônia”) em vez de #PrayforAmazon (“reze pela Amazônia”), mais popular nas redes sociais.

A ativista climática Greta Thunberg, de 16 anos, idealizadora do movimento estudantil Fridays for Future contra o aquecimento global, também se manifestou contra as queimadas que atingem a Floresta Amazônica. A ativista está a bordo do Malizia II rumo a Nova York para participar de uma conferência sobre o clima na sede da ONU.

“Mesmo aqui no meio do Oceano Atlântico, eu ouço sobre a quantidade recorde de incêndios devastadores na Amazônia. Meus pensamentos estão com os afetados. Nossa guerra contra a natureza deve acabar”, disse Greta.

MN – Mundo-Nipo.com (MN)
Fontes: O Estado de S. Paulo | Agência Brasil Internacional.