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Jornalista retorna ao Japão após passar mais de 3 anos como refém na Síria

Jumpei Yasuda (C) | Reprodução / NDTV

O jornalista japonês descreveu sua experiência em mãos do grupo Frente al-Nusra como “um inferno”.

O jornalista japonês Jumpei Yasuda retornou ao seu país nesta quinta-feira depois de passar mais de três anos como refém de um grupo jihadista na Síria.

Yasuda descreveu sua experiência em mãos do grupo Frente al-Nusra como “um inferno”. Ele foi solto esta semana na Turquia, e desembarcou nesta quinta no aeroporto de Narita, próximo a Tóquio, onde seus pais e sua esposa o aguardavam.

“Quero me desculpar por ser o motivo de tanta preocupação, mas graças a todos vocês, hoje posso voltar são e salvo”, explicou o jornalista em uma breve declaração lida por sua mulher, Myu.

O jornalista não quis falar diretamente com a imprensa, mas prometeu que, posteriormente, dará uma entrevista coletiva.

Contudo, no avião que o transportou da Turquia de volta para casa, Yasuda conversou com a emissora estatal japonesa “NHK” e descreveu o “inferno” que viveu.

“Não somente de forma física, mas mental também. Cada dia repetia para mim mesmo: “Hoje também não me libertaram”. E perdia meu autocontrole aos poucos. Há 40 meses eu não me comunicava em japonês, então as palavras não surgem facilmente, explicou Yasuda.

O jornalista independente, de 44 anos, parecia cansado e tenso, mas ao mesmo tempo aliviado diante das câmeras.

“Estou feliz em voltar para o Japão. Mas ao mesmo tempo não sei o que vai acontecer agora, do jeito que vou ter que me comportar”, disse Yasuda à emissora, à qual se desculpou ” pelos problemas causados” ao Japão.

O ex-refém acredita que era mantido preso na província de Idlib, no Norte da Síria. A Frente al-Nusra, que em 2016 anunciou a mudança de nome para Jabhat Fateh al-Sham, é um antigo ramo da al-Qaeda que combate no país.

Mundo-Nipo
Fontes: France-Presse | NHK World News Online.