O principal indicador da inflação ao consumidor no Japão sofreu deflação em outubro na comparação anual, o que representa o oitavo mês consecutivo de queda do índice, de acordo com o relatório preliminar divulgado nesta sexta-feira (25) pelo governo do país, ressaltando que, apesar da retração, a pressão deflacionária mostrou alguns sinais de abrandamento.
O núcleo do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês), que exclui os preços voláteis dos alimentos frescos, mas inclui energia, declinou 0,4% em outubro ante o mesmo mês de 2015, de acordo com os números preliminares do Ministério dos Assuntos Internos e Comunicações do país.
A leitura marcou o oitavo declínio mensal consecutivo em termos anualizados, mas foi menor do que a queda de 0,5% no mês anterior.
O índice situou-se em 99.8 contra a base de 100 estabelecida em 2010. Na comparação mensal, o CPI declinou 0,2%.
Já o CPI que inclui todos os itens apresentou alta de 0,1% na base anual e elevação de 0,6% na comparação mensal. O índice situou-se em 100.4 contra a base de 100.
Em relação ao índice que exclui os preços voláteis tanto de alimentos como de energia, a medida preferida do BC japonês, teve alta de 0,2% tanto na base anual como mensal. Embora apresente alta pelo 37º mês consecutivo, esse indicador vem desacelerando gradativamente. Em fevereiro, ele apresentou alta de 0,8%, enquanto subiu 1,1% em janeiro, ambos na comparação anual.
Quanto à área Metropolitana de Tóquio, o núcleo do CPI, que exclui os preços voláteis dos alimentos frescos, mas inclui energia, apresentou queda tanto na base anual como mensal, de -0,4% e -0,1%, respectivamente. Os economistas veem os números de Tóquio como um indicador principal das tendências de preços em todo o país, já que é calculado um mês à frente.
No geral, o resultado do CPI nos últimos oito meses reitera as dificuldades enfrentadas pelo Banco do Japão (BoJ), que permanece longe de seu objetivo de gerar inflação de 2% ao ano, em face da fraca demanda e persistentes dúvidas sobre as perspectivas de aumento dos preços.
*A tabela com os dados completos pode ser conferida no site do Ministério dos Assuntos Internos e Comunicações.
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