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Japão mantém avaliação de ‘economia em estado grave’

©Akifumi Ishikawa

Avaliação de novembro diz que, apesar da situação grave em razão do coronavírus, a economia japonesa dá sinais de recuperação.

O governo do Japão disse que a economia do país continua em “estado grave”, mantendo sua avaliação econômica pelo quarto mês seguido, mas sinaliza que há sinais de recuperação em meio ao crescimento das exportações, de acordo com o relatório econômico para o mês de novembro.

Divulgado esta semana, o relatório, no entanto, rebaixa a perspectiva de curto prazo devido a preocupações com o aumento no número de casos do novo coronavírus, que tem assinalado um grande aumento no país, atingindo recorde de infecções em quase todo o território japonês, principalmente em Tóquio.

Por outro lado, o governo diz que a produção industrial está se recuperando, impulsionada pelo aumento nas exportações e nas vendas domésticas de automóveis. Ele também diz que o consumo privado e as exportações estão aumentando, mantendo sua avaliação anterior inalterada.

Porém, o relatório diz que o investimento empresarial está diminuindo e permanece abaixo do nível apurado no relatório de novembro do ano passado.

As autoridades dizem que toda a atenção deve ser dada a maiores riscos de queda da pandemia, tanto na economia doméstica quanto no exterior.

Saindo da recessão

A economia do Japão cresceu fortemente no terceiro trimestre e atingiu o ritmo mais rápido já registrado em 50 anos, permitindo uma recuperação robusta após sofrer a maior queda pós-guerra registrada no trimestre anterior, quando confirmou uma recessão mais profunda.

Dados divulgados em meados de novembro mostraram que o Produto Interno Bruto (PIB) do Japão expandiu a uma taxa anualizada de 21,4% entre julho e setembro, superando a expectativa do mercado de 18,9% e marcando o primeiro aumento em quatro trimestres.

Apesar do crescimento, uma pesquisa da Reuters diz que a economia japonesa deve encolher 5,3% neste ano fiscal, maior contração em décadas, seguida de recuperação de 3,3% no próximo ano.

Mundo-Nipo (MN)
Fontes: NHK News | Reuters.