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Satélite japonês detecta alta densidade de metano ao redor do planeta

O gás metano é 20 vezes mais poderoso que o dióxido de carbono e acredita-se que ele seja uma das maiores causas do aquecimento global.

Dados coletados por um satélite japonês revelou que grande parte das terras usadas para atividades agropecuárias ao redor do mundo contém uma alta concentração de gás metano, de acordo com um relatório Ministério do Meio Ambiente do Japão divulgado esta semana.

Batizado de Ibuki, o satélite foi lançado em 2009 com a missão de coletar dados a respeito dos gases causadores do efeito estufa. Segundo o ministério, os dados analisados foram coletados pelo satélite até o final de 2012.

De acordo com o relatório, especialistas descobriram uma alta densidade de gás metano dentro e nos arredores de áreas urbanas, principalmente em cidades asiáticas, como Chengdu e Chongqing, na China, e Lahore, no leste do Paquistão. O gás também é denso no sul do Brasil, onde existem grandes áreas dedicadas à pecuária.

O metano é resultante de atividades humanas como a pecuária e o descarte de lixo em aterros. O gás é 20 vezes mais poderoso que o dióxido de carbono para elevar temperaturas e acredita-se que ele seja uma das maiores causas do aquecimento global.

O Ministério do Meio Ambiente do Japão planeja detalhar suas conclusões na 21ª Conferência do Clima da ONU, a COP21, que começa oficialmente nesta segunda-feira (30), em Paris. A importante conferência ocorre menos de três semanas depois da série de atentados terroristas que deixaram 130 mortos na capital francesa.

Com presença confirmada de 147 chefes de estado e de governo, o encontro deve ser o maior evento já realizado pelas Nações Unidas fora de sua sede em Nova York.

O objetivo do acordo a ser assinado em Paris é criar uma política comum de redução na emissão de gases do efeito estufa que impeça um acréscimo superior a 2 graus Celsius na temperatura média de superfície, em relação aos níveis pré-Revolução Industrial. Esse é o limite considerado “perigoso” pela ONU.

O ponto de partida para o acordo serão as promessas de desaceleração na emissão de gases-estufa que países fizeram no último ano. Chamadas de INDCs (Contribuições Pretendidas Nacionalmente Determinadas), elas indicam o que países estão dispostos a fazer até 2030.

Fontes: NHK News | Portal G1 | Discovery News

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