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Importações de gasolina no Japão saltam 27% em agosto

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Crescimento ocorre em razão dos preços mais baratos no exterior, ao mesmo tempo em que a oferta local segue mais restrita.

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As importações japonesas de gasolina aumentaram 27,3% em agosto em relação ao ano anterior devido, principalmente, aos preços mais baratos no exterior e à oferta local mais restrita, já que as refinarias mantiveram as taxas de operação baixas em meio à queda na demanda por combustível de aviação, de acordo com relatório do governo japonês divulgado nesta quarta-feira (30), segundo informou a agência Reuters.

O relatório do Ministério da Economia, Comércio e Indústria (METI) do Japão mostra que as importações totalizaram 422.654 kl (quilolitros), cerca de 85.755 barris por dia, ante 332.030 kl no ano anterior, mas caíram 5,3%, ante 446.206 kl em julho, a maior importação mensal desde agosto de 2011.

As importações de gasolina no período de janeiro-agosto aumentaram 74% no ano.

“Os preços da gasolina no exterior estão extremamente baixos, o que está nos dando um incentivo para importar”, disse Tsutomu Sugimori, presidente da Associação de Petróleo do Japão.

“Além disso, temos operado refinarias a taxas baixas para refletir a queda na demanda por combustíveis para aviação, nos forçando a importar gasolina para cobrir eventuais escassez”, disse Sugimori, também presidente da Eneos Holdings, maior refinaria do Japão.

A taxa de operação da refinaria do Japão tem estado em torno de 60% nos últimos meses, com o colapso da demanda de combustível devido à pandemia do coronavírus, especialmente combustível para aviação, que foi prejudicado pelas restrições globais às viagens aéreas.

Sugimori, no entanto, disse que a taxa da procura do produto deve se recuperar no inverno, quando a demanda por querosene aumentar, levando a uma redução nas importações de gasolina.

O combustível de aviação e o querosene estão intimamente relacionados e pertencem a uma categoria de produtos petrolíferos denominados destilados médios.

Importações de petróleo

Os dados do ministério também mostraram que as importações de petróleo bruto caíram 23,9% no ano, para 11,64 milhões de kl, a menor taxa para o mês de agosto desde 1988.

Os números marcam o oitavo declínio mensal consecutivo, seguindo uma queda anual de 31-32% em junho e julho, quando as importações de petróleo bruto atingiram o menor nível para o mês desde 1967 e 1968, respectivamente.

O declínio das importações de petróleo bruto também é acentuado no ano, registrando descenso de 16,9% no período de janeiro até agosto.

Mundo-Nipo (MN)
Fonte: Agência Reuters.

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