Economia

FMI reduz fortemente as projeções de crescimento do Japão

O Japão teve a maior redução de crescimento entre as principais economias.

Do Mundo-Nipo com Agências

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu sua projeção para o crescimento econômico global pela terceira vez no ano. Em seu relatório “Perspectiva Econômica Global”, divulgado nesta terça-feira (7), o FMI alertou para crescimento mais fraco do Japão, que teve a maior redução entre as principais economias.

A instituição reduziu sua projeção para a economia global a 3,3% neste ano e 3,8% no próximo. Em julho, o FMI esperava crescimento econômico de 3,4% em 2014 e 4% em 2015.

Segundo a agência Reuters, o FMI cortou suas projeções de crescimento econômico para o ano corrente em nove das últimas 12 revisões nos três últimos anos, conforme tem consistentemente superestimado a rapidez com que países mais ricos conseguirão se livrar dos altos níveis de dívida e desemprego na esteira da crise financeira global de 2007-2009.

O novo relatório alerta para um crescimento mais fraco nos principais países da zona do euro. Enquanto países mais ricos como Grã-Bretanha e Estados Unidos estão vendo expansão econômica mais forte, o FMI reduziu suas estimativas para as três maiores economias da zona do euro −−Alemanha, França e Itália−− e informou ser essencial que esses países mantenham o afrouxamento monetário e taxas de juros baixas.

O FMI vê agora uma chance de 30% de a zona do euro cair em deflação ao longo do próximo ano, e probabilidade de quase 40% de o bloco entrar em recessão.

O Fundo reduziu as projeções de crescimento do Japão por mais do que qualquer país desenvolvido.  Segundo a agência Kyodo, a estimativa do FMI é que o Japão crescerá a uma taxa real  ou ajustada pela inflação  de 0,9% em 2014, uma queda de 0,7 pontos percentuais em relação a sua estimativa em julho, citando que a depreciação se deve ao impacto prolongado que paira sobre a economia japonesa desde a elevação da alíquota do imposto sobre vendas em abril.

“No Japão, o declínio da demanda interna na sequência do aumento do imposto sobre o consumo foi maior do que o esperado”, afirma o economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, conforme noticiou a Kyodo.

A instituição também reduziu suas expectativas para o crescimento potencial a longo prazo, o que Blanchard, chamou de “a força do futuro” que já está afetando o crescimento.

O FMI novamente pediu que os países realizem uma série de reformas estruturais para sustentar a recuperação, ou correm o risco de entrar em estagnação.

O Brasil teve suas estimativas de crescimento reduzidas pela sexta vez seguida. De uma expansão de 1,3% projetada em julho, o fundo cortou para uma alta de 0,3%. O relatório aponta que o crescimento potencial em mercados emergentes está agora 1,5 ponto percentual menor do que calculava em 2011.

O FMI também alertou que ativos nos mercados financeiros excessivamente valorizados podem se reverter de repente quando o Federal Reserve, banco central dos EUA, começar a elevar a taxa de juros no ano que vem, uma vez que o mercado pode estar subestimando riscos de políticas monetárias divergentes em economias avançadas.

A tensões geopolíticas entre Rússia e Ucrânia, além do Oriente Médio, estão cada vez mais apresentando riscos à economia global, afirma a instituição, alertando ainda que, se esses conflitos piorarem, podem provocar choques aos preços do petróleo e afetar o comércio e o mercado financeiro.

(Com informações das Agências Reuters e Kyodo)

 


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