Meio ambiente e Energia

Terremoto de 7,3 graus atinge nordeste do Japão e alerta de tsunami é ativado

Um terremoto de 7,3 graus na Escala Richter sacudiu nesta sexta-feira o nordeste do Japão e ativou um alerta de tsunami na mesma zona assolada pelo devastador terremoto de março de 2011.

Da agência EFE

Tóquio, 7 dez (EFE).- Um terremoto de 7,3 graus na Escala Richter sacudiu nesta sexta-feira o nordeste do Japão e ativou um alerta de tsunami na mesma zona assolada pelo devastador terremoto de março de 2011, porém nesta ocasião, não há informações sobre vítimas e nem danos graves.

O forte tremor aconteceu às 17h18 (07h18, horário de Brasília) e foi sentido em 20 províncias do Japão, incluíndo Tóquio, onde o aeroporto de Narita chegou a fechar suas pistas por 20 minutos, assim como os trens locais, que pararam de funcionar.

O alerta de tsunami foi soado durante duas horas, já que no litoral das províncias de Miyagi, Iwate e Fukushima foram detectadas altas do nível das águas que chegaram a alcançar o máximo de um metro na cidade portuária de Ayukawa.

As ondas não deixaram vítimas nem causaram danos de graves, mas o alarme pelo risco de tsunami, que levou milhares de pessoas a se refugiarem em lugares elevados, lembrou os moradores da tragédia de março do ano passado, quando um tremor de 9 graus, seguido por um tsunami acabou com mais de 18 mil vidas.

Aquela catástrofe desencadeou, além disso, um grave acidente nuclear na Usina de Fukushima, onde nesta sexta-feira os operários que trabalham para manter a situação sob controle correram a lugares elevados ao ouvirem o alarme de tsunami.

Segundo TEPCO, operadora da central, não foram reportadas anomalias nem nas instalações e nem na vizinha fábrica de Daiini, nem foi detectada uma leitura incomum dos níveis de radioatividade na zona.

A Autoridade de Regulação Nuclear confirmou, além disso, que não foi detectada nenhuma irregularidade em outra usina nuclear do nordeste do Japão, todas elas paralisadas depois do grave acidente na central atômica de Fukushima no ano passado.

O terremoto de hoje teve seu epicentro no Oceano Pacífico a cerca de 240 quilômetros do litoral de Miyagi, em cuja capital, Sendai, o aeroporto teve que ser evacuado e mais de 15 voos foram cancelados.

As ondas do tsunami não causaram vítimas, embora 10 pessoas ficaram feridas nas zonas de Tohoku e Kanto (onde se encontra Tóquio) por conta do forte tremor de 7,3 graus e outro de 6,2 graus que aconteceu 13 minutos depois.

Segundo a televisão pública NHK, os tremores de hoje poderiam ser réplicas do movimento telúrico de 11 de março de 2011, já que seu epicentro se situou muito perto do daquela ocasião.

Além disso, a Agência Meteorológica japonesa advertiu que durante uma semana, é possível que sejam produzidas novas réplicas de até 6 graus na Escala Richter nessa zona.

O último terremoto de mais de 7 graus vivido pelo Japão aconteceu em 14 de agosto, embora nessa ocasião o tremor, de 7,3 graus, teve seu epicentro próximo à ilha russa de Sakhalin e não provocou alerta de tsunami.

O tremor de hoje fez com que o primeiro-ministro japonês, Yoshihiko Noda, que iria oferecer um discurso visando a campanha eleitoral japonesa, cancelasse o ato e retornasse a seus escritórios para seguir de perto as informações sobre o terremoto.

Além disso, imediatamente depois do terremoto, muitas pessoas usaram as redes sociais para compartilhar informações úteis, como o caso do Twitter, que pediu a seus usuários japoneses que utilizassem “hashtags” como “terremoto”, “tsunami” e “evacuação” para hierarquizar os dados sobre o tremor.

Por sua vez, as companhias provedoras de telefonia celular no Japão, NTT Docomo, Softbank e AU, abriram um “mural de anúncios” especial para deixar e escutar mensagens dos possíveis afetados e, entre outras coisas, evitar saturar as linhas.

O país se encontra situado sobre a confluência de três placas tectônicas, por isso que está relativamente acostumado a tremores que, em sua maioria, não têm consequências graves pelas estritas normas de construção em vigor e a rigorosa preparação de sua população. EFE

 

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