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Toshiba tenta sair da crise e lança unhas postiças feitas sob medida

Foto: Reprodução/NHK

O novo negócio da Toshiba foi apresentado esta semana em Tóquio.

Diante de sérias dificuldades financeiras, o fabricante japonês de eletrônica Toshiba pode ter encontrado uma maneira de conseguir um pouco de lucro ao entrar em um novo ramo de negócios, ou seja, “unhas postiças feitas sob medida”.

O novo negócio da Toshiba foi apresentado esta semana em Tóquio, onde algumas pessoas tiveram a oportunidade de testar a novidade.

De acordo com a emissora pública ‘NHK’, o processo das unhas postiças da Toshiba é inovador, já que envolve a utilização de tecnologia desenvolvida pela Toshiba para reconhecimento de imagens e assim determinar as medidas.

Depois disso, os dados coletados são usados para produzir as unhas postiças por meio de uma impressora 3D. Na sequência, uma manicure acrescenta toques decorativos e as unhas estarão prontas para ser entregues à cliente em cerca de um mês.

Os desenvolvedores da Toshiba explicaram à ‘NHK’ que, por ser feito sob medida, o produto é mais difícil de desprender em comparação com unhas artificiais convencionais, além de ser mais resistente.

O plano é instalar máquinas para a produção de unhas em centros comerciais e iniciar a comercialização ainda este ano.

Além disso, a Toshiba está considerando colocar chips nas unhas para que possam ser utilizados como ingresso em concertos e parques temáticos em um futuro muito breve.

Dificuldades financeira
Com 79 anos de história, a companhia estimou perdas de pelo menos US$ 3,4 bilhões (R$ 10,50 bilhões) no último ano.

Um dos principais responsáveis pela atual situação da Toshiba é o desempenho de sua unidade nuclear nos Estados Unidos, que vai provocar uma baixa contábil de aproximadamente US$ 6,3 bilhões (R$ 19,45 bilhões), conforme revelado em fevereiro.

O deficit elevado levou à renúncia do presidente da empresa, Shigenori Shiga, e também forçou a companhia a adiar por alguns meses a publicação de seu balanço contábil.

“As pessoas ainda reconhecem o nome Toshiba pelos produtos eletrônicos, mas esse já não é mais o coração de seus negócios”, observou Bill Wilson, repórter especialista em negócios da BBC em uma matéria publicado no fim do mês passado.

A Toshiba, lembra Wilson, não mais fabrica televisores para exportação, e sua linha de eletrodomésticos dá prejuízo.

Nos dias atuais, a japonesa é um conglomerado com diferentes negócios, como a energia nuclear, que responde por um terço de sua renda e, agora, gera prejuízo.

Apesar das dificuldades, a Toshiba não se dá por vencida e espera que sua salvação venha de suas outras linhas de negócios, como a unidade que fabrica chips de memória para telefones e computadores, avaliada entre US$ 9 bilhões e US$ 13 bilhões (R$ 27,7 bilhões a R$ 40 bilhões).

A venda de parte desse negócio compensaria as perdas do setor nuclear. Como fabricante desses chips, a empresa só perde para a coreana Samsung.

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