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Após revisão, economia japonesa cresce 1,2% no 4º trimestre

Foto: Kyodo

Os dados revisados do PIB do Japão vieram melhor que a alta de 1% apontada na leitura preliminar.

O Produto Interno Bruto (PIB) do Japão cresceu mais do que inicialmente estimado no trimestre de outubro a dezembro de 2016, revisado para alta de 1,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior, um resultado um pouco melhor que a leitura preliminar, que apontava alta anualizada de 1,0% no mesmo período, informou nesta quarta-feira (8) o governo do país, indicando que o crescimento tem como pano de fundo a melhora dos embarques de automóveis e de componentes para smartphones, além de maior investimento das empresas.

Apesar do crescimento, os dados revisados ficaram abaixo da mediana das estimativas de crescimento anualizado de 1,6% em uma pesquisa da agência de notícias ‘Reuters’ com economistas.

Contudo, o crescimento no trimestre de outubro a dezembro assinalou expansão pelo quarto trimestre seguido, a maior sequência desde 2013.

Divulgados pelo Escritório do Gabinete do Governo Japonês, os dados mostram ainda que a terceira economia do mundo cresceu 0,3% na comparação com o trimestre anterior, enquanto a leitura preliminar indicava crescimento de 0,2%. Economistas consultados pela agência de notícias ‘Kyodo’ estimavam crescimento de 0,4 na base trimestral.

Por outro lado, o investimento das empresas cresceu 2,0%, acima dos 0,9% anteriormente estimados. Porém, os investimentos do governo recuaram 2,5%, na comparação com uma estimativa inicial de queda de 1,8%.

A agência ‘Dow Jones Newswires’ sugeriu que a melhora nos investimentos das empresas japonesas foi motivado pelo otimismo nos mercados globais, diante das promessas do presidente dos Estados Uunidos, Donald Trump, de aumentar os gastos em infraestrutura e facilitar o ambiente de negócios.

Os dados revisados mostram ainda que as exportações cresceram 2,6% entre outubro e dezembro de 2016, mesmo índice visto na leitura preliminar. O bom resultado é devido ao aumento nos embarques de automóveis e de componentes para smartphones. Esse cenário, no entanto, tem como pano de fundo a recuperação da economia global.

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