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Navios chineses entram em águas japonesas e ignoram pedidos de retirada

Navios da Guarda Costeira da China (Foto: Arquivo/Creative Commons)

Navios do governo chinês ignoraram alertas e permaneceram ao largo da da Ilha Uotsurijima por cerca de 90 minutos.

Quatro navios do governo da China entraram em águas territoriais do Japão neste domingo (11), nas proximidades de um grupo de ilhotas disputadas no Mar do Leste da China Oriental. De acordo com a Guarda Costeira do Japão, as embarcações ignoram os alertas de retirada e permaneceram no local por mais de uma hora, informou a emissora estatal japonesa ‘NHK’.

De acordo com a emissora, as embarcações foram avistadas por volta das 10h20 de domingo, horário local (22h20 de sábado em Brasília), ao largo da Ilha Uotsurijima, uma das cinco ilhas que formam o pequeno arquipélago, que é denominado no Japão de Ilhas Senkaku.

A guarda costeira japonesa afirmou que as embarcações não atenderam ao pedido para abandonarem o território, em vista que os navios ultrapassaram a zona contígua e adentraram em águas territoriais japonesas.

Ainda de acordo com a ‘NHK’, os navios permaneceram ao largo da ilha por cerca de 90 minutos, o que representa a primeira vez neste ano que embarcações militares de Pequim ultrapassam a zona contígua e entram em águas japonesas. Antes disso, as incursões chinesas se limitavam ao largo das ilhas em disputa, dentro da zona limite ao território japonês.

Esta é a segunda vez desde o início deste mês, e a sexta desde o mês passado, que embarcações chinesas se aventuram ao largo das ilhas disputadas, um ato que eleva o receio da retomada das tensões entre os dois países, cujas relações vislumbraram recentemente grandes chances de uma reaproximação entre Pequim e Tóquio.

A relação entre China e Japão, segunda e terceira maiores economias do mundo, respectivamente, é amplamente considerada crucial para a estabilidade regional. Contudo, a disputa em torno da soberania das ilhas no Mar do Leste da China Oriental tem sido principal motivo do alargamento das tensões, principalmente pelas insistentes incursões chinesas no entorno dessas ilhas.

Ricas em recursos naturais, as ilhotas desabitadas são administradas pelo Japão e reivindicadas por China e Taiwan, que eles chamam de Diaoyu e Tiaoyutai, respectivamente.

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