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Produção industrial do Japão cresce mais que o esperado em agosto

Foto: Stockvault

A produção japonesa segue mostrado um padrão instável no crescimento.

A produção industrial do Japão cresceu mais que o esperado em agosto, após registrar recuo repentino no mês anterior, feitos os ajustes sazonais, o que ressalta o padrão instável no crescimento, apesar dos esforços do primeiro-ministro do país para revitalizar a economia.

Divulgado nesta sexta-feira (30), o relatório preliminar do Ministério da Economia, Comércio e Indústria (METI), mostra que a produção japonesa cresceu 1,5% em agosto, após cair 0,4% em julho e crescer 2,3% em junho, segundo dados revisados.

O resultado foi amplamente melhor que a previsão mediana de economistas consultados pelo The Wall Street Journal e o jornal financeiro Nikkei, que estimavam crescimento de 0,5% no oitavo mês de 2016.

O relatório ressalta que a construção civil está crescendo, uma vez que o Japão se prepara para sediar os Jogos Olímpicos em 2020, enquanto o lançamento do iPhone 7, da Apple, tem impulsionado a demanda por chips de computador produzidos por fabricantes japoneses.

A produção de veículos também contribuiu para o salto positivo do indicador. O setor está se recuperando após o declínio causado pelos terremotos em abril no sudoeste do Japão. Enquanto isso, a produção de cosméticos caiu pelo segundo mês consecutivo, depois de apresentar um aumento robusto em junho.

Um levantamento do ministério feito com companhias nacionais mostra que o desempenho irregular visto nos últimos meses não é esperado que continue. Isso porque os fabricantes estimam crescimento da produção para os próximos dois meses, com alta de 2,2% em setembro e de 1,2% em outubro.

Apesar do excelente resultado no mês, o ministério se mostrou cauteloso e manteve sua avaliação anterior, dizendo que “a produção segue flutuante, mas mostrando sinais de melhora”.

A produção industrial, que mede o ritmo das fábricas japonesas, é considerada fundamental para antecipar o desempenho da economia do país, que é altamente dependente do setor manufatureiro.

Com Agência Kyodo

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