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Dólar tem terceira queda seguida e fecha a R$ 3,17

O dólar recuou 0,57% ante o real, após encerrar o mês de março com valorização de quase 12%.

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Do Mundo-Nipo com Agências

O dólar fechou em queda ante o real nesta quarta-feira (1), marcando a terceira sessão consecutiva de desvalorização em relação à moeda brasileira, refletindo um alívio no cenário externo e a menor percepção de risco do lado político no mercado doméstico, com investidores reagindo bem ao adiamento da votação do projeto de lei que altera o indexador da dívida de Estados e municípios.

A moeda norte-americana encerrou a sessão em baixa de 0,57%, cotada a R$ 3,1725 na venda, após cair 1,26% na véspera. A queda acumulada na semana é de 2,1%.

Segundo dados da BM&FBovespa, o movimento financeiro nas negociações de hoje foi reduzido na comparação com o dia anterior, em torno de US$ 1,1 bilhão. Na véspera, a giro financeiro ficou em cerca de R$ 2,8 bilhões.

A queda da moeda americana no mercado local acompanhou o movimento no exterior, com o dólar cedendo frente às principais divisas após a divulgação de dados piores que o esperado nos Estados Unidos.

O Dollar Index, que acompanha o desempenho da moeda americana frente uma cesta com as principais divisas, recuava 0,19%.

Em março, foram criadas 189 mil vagas no mercado de trabalho no setor privado nos EUA, abaixo da estimativa do mercado, que era de abertura de mais de 225 mil postos. O dado é considerado uma prévia do relatório do mercado de trabalho (payroll) americano, que será divulgado na sexta-feira. Além disso, o índice de atividade industrial dos EUA medido pelo Instituto para gestão de Oferta (ISM, na sigla em inglês) caiu para 51,5 pontos em março de 52,9 pontos em fevereiro.

No mercado local, a diminuição da tensão no cenário político permitiu um ajuste de posições, após a valorização de 20% da moeda americana no trimestre, maior valorização do dólar ante o real para um primeiro trimestre desde 1999, quando o Brasil desvalorizou o real e adotou o regime de câmbio flutuante.

O adiamento da votação do projeto de lei que altera o indexador da dívida de Estados e municípios, que estava na pauta do Senado, foi bem visto pelo mercado, sinalizando uma vitória do governo nas negociações com o Senado. Além disso, ficou acertado que o senador Romero Jucá (PMDB-RR) irá apresentar uma emenda ao texto do projeto de lei para que ele seja regulamentado até 31 de janeiro de 2016, evitando assim um prejuízo de R$ 3 bilhões para o governo, que afetaria o resultado fiscal deste ano. No entanto, o mercado segue cauteloso uma vez que essa questão ainda está na pauta.

Atritos entre o governo e o Congresso vêm dificultando a aprovação do ajuste, deixando investidores preocupados. No mês passado, o dólar sofreu fortes oscilações devido a incertezas com a viabilidade do ajuste.

Fim das atuações do Banco Central no câmbio
Hoje foi o primeiro dia após o fim do programa de atuações do Banco Central no mercado de câmbio; o BC vendia, todo dia, novos contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda futura de dólares) com o objetivo de evitar um forte avanço da moeda norte-americana.

O BC, no entanto, deve continuar rolando os contratos –vendidos no passado- que vencem no começo de todo mês.

Nesta sessão, o BC realizou o primeiro leilão de rolagem dos swaps que vencem em 4 de maio. Foram vendidos 10,6 mil contratos: 4.000 para 1º de março de 2016 e os outros 6.600 com vencimento 3 de outubro do ano que vem.

A operação movimentou o equivalente a US$ 512 milhões. Com isso, o BC rolou o equivalente a cerca de 5% do lote total, correspondente a US$ 10,115 bilhões.

(Com informações da agência Reuters)

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