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Coreia do Norte faz novo disparo de míssil em direção ao Mar do Japão

Trata-se da sexta ação deste tipo por parte do regime de Kim Jong-un em menos de um mês.

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Coreia do Norte lançou nesta sexta-feira (1) um míssil balístico de curto alcance em direção ao Mar do Leste (Mar do Japão), informou Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, no que representou na sexta ação deste tipo por parte do regime de Kim Jong-un em menos de um mês.

O lançamento partiu de uma plataforma nas proximidades da cidade de Sondok, na província de Hamgyong, no litoral ao leste do país, por volta das 13h locais desta sexta-feira (01h pelo Brasília). O projétil de curto alcance percorreu uma categoria de 100 quilômetros até cair em águas do Mar do Japão, conforme explicou o Estado-Maior norte-coreano.

O governo japonês apresentou imediatamente um protesto contra a Coreia do Norte por meio da Embaixada do Japão em Pequim.

Ainda nesta sexta-feira, autoridades sul-coreanas informaram que a Coreia do norte tentou bloquear sinais de navegação por GPS, o levou o Seul a intensificar ainda mais o seu nível.

Enquanto isso, na Cúpula sobre Segurança Nuclear que está em curso em Washington, representantes dos EUA, Coreia do Sul e Japão prometeram maior cooperação para por fim aos programas nuclear e balístico de Pyongyang. O anúncio da cooperação ocorreu poucas horas antes do novo lançamento norte-coreano.

O chefe de gabinete e porta-voz do governo do Japão, Yoshihide Suga, disse que o lançamento “viola completamente as resoluções do Conselho de Segurança da ONU”.

Somente me março, a Coreia do Norte efetuou cinco lançamentos de mísseis de curto e médio alcance em direção ao Mar do Japão. Agora, com esse disparo, o número sobe para seis ações deste tipo por parte do regime de Kim Jong-un em menos de um mês.

Esses lançamentos ocorrem em um momento de extrema tensão na península coreana, que piorou depois de o governo norte-coreano anunciar em 6 de janeiro a realização de um teste bem sucedido de uma bomba de hidrogênio. Passado um mês, o país efetuou o lançamento de um foguete de longo alcance para por em órbita um satélite, o que foi condenado pela comunidade internacional por acreditar tratar-se de testes camuflados de mísseis balísticos e que fazem parte do programa nuclear norte-coreano.

Esses testes de armamentos foram respondidos com duras sanções pelo Conselho de Segurança da ONU. Anunciado no dia 2 de março pelos Estados Unidos, o conjunto de sanções é o mais rígido já imposto ao país no decorrer dos últimos 20 anos.

Mediante a isso, o ditador norte-coreano Kim Jong-Un ameaçou recorrer à bomba atômica em retaliação ao severo pacote de sanções. Desde então, Pyongyang tem efetuado testes de mísseis balísticos semanalmente.

Além disso, Estados Unidos e Coreia do Sul estão realizando suas manobras conjuntas anuais em território sul-coreano, cuja quantidade de contingente e poderio bélico representa o maior exercício militar já realizado entre os dois países, algo que o regime liderado por Kim Jong-un denunciou como um ensaio para invadir seu território.

Mediante a isso, as manobras e sansões têm sido motivo de ameaças de guerra e realização de vários testes de mísseis balísticos por parte do regime comunista norte-coreano.

(Com Agência Kodo)

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