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Índice de emprego no Japão continua como o mais alto dos últimos 25 anos

Foto: Creative Commons

O mercado de trabalho japonês se mantém apertado em meio à escassez de trabalhadores por conta do envelhecimento populacional.

O índice de desemprego da população economicamente ativa do Japão ficou estável em maio, se mantendo em baixa de 3,2% pelo terceiro mês consecutivo, segundo taxa ajustada sazonalmente, enquanto a disponibilidade de emprego no país subiu 2 pontos percentuais em maio, seguindo em seu nível mais alto em quase 25 anos, informou nesta sexta-feira (1) o governo do país, reiterando que o mercado de trabalho japonês se mantém apertado em meio à crescente escassez de trabalhadores para uma grande oferta de trabalho.

De acordo com dados do Ministério dos Assuntos Internos e Comunicações, o número de desempregados em maio apresentou descenso de 80.000 trabalhadores na base anual, para 2,16 milhões, marcando o 72ª consecutivo de retração. Já os dados na base ajustada sazonalmente mostram que o índice aumentou 0,5%, totalizando 2,12 milhões de desempregados.

Por gênero, a taxa de desemprego para os homens permaneceu inalterada em 3,4%, enquanto  índice entre as mulheres diminuiu 0,1 ponto percentual, para 2,9%.

Por sua vez, o número de pessoas empregadas aumentou pelo 17º mês seguido, fixando-se em 64,09 milhões, ou seja, o mercado de trabalho no Japão viu um acréscimo de 20 mil pessoas empregadas em maio. Apesar da alta, houve desaceleração no crescimento, já que em abril o número situou-se em 64,7 milhões e teve aumento de 200 mil em relação ao mês anterior.

Por setores, o relatório do ministério mostra que as áreas da saúde e de assistência social adicionaram 290.000 novos postos de trabalho na comparação anual, totalizando 8,34 milhões, enquanto os setores de atacado e varejo tiveram um acréscimo de 60.000 empregos, totalizando 10,43 milhões.

Por outro lado, o setor industrial cortou 40.000 postos de trabalho, para 10,39 milhões no mês passado. Segundo analistas consultados pela agência de notícias ‘Kyodo’, a redução teve como principais motivos o fortalecimento do iene e a fraqueza do consumo interno.

Dados separados do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social mostraram que a relação entre oferta de trabalho e candidato subiu 0,2 pontos porcentuais, situando-se em 1,36 em maio ante 1,34 em abril. Isso significa que havia no país 136 vagas de empregos disponíveis para cada 100 pessoas em busca de trabalho no quinto mês do ano. O número é o mais alto já registrado no país desde outubro de 1991.

Durante a divulgação do relatório, um funcionário do governo repetiu a avaliação do setor feita nos meses anterior, dizendo que “a situação do mercado de trabalho no país continua em uma tendência de melhoria”.

Contudo, a grande oferta de emprego sinaliza que há falta de mão de obra no país, conforme a população em idade apta ao trabalho fica cada vez mais reduzida e a população de idosos continua crescendo em meio a queda na taxa de natalidade no país.

Além disso, os salários dos trabalhadores continuam defasados, minando o poder de compra dos consumidores e, consequentemente, afeta o crescimento do país e prejudica os esforços do primeiro-ministro Shinzo Abe para tirar o país da deflação.

Fontes: MNI Deutsche Börse Group | Agência Kyodo.

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