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Bolsa de Tóquio fecha em queda no primeiro pregão de 2015

A fraqueza do euro ante o dólar e o iene afetou ações de empresas japonesas expostas à zona do euro.

Do Mundo-Nipo com Agências

A Bolsa de Valores de Tóquio fechou em leve queda nesta segunda-feira (5), dia que marca a primeira sessão de 2015, com os investidores permanecendo relutantes em assumir riscos em meio à incerteza política na Grécia.

O Nikkei 225, índice que reúne as empresas mais negociadas da bolsa japonesa, recuou 42,06 pontos, ou queda de 0,24% ante o fechamento anterior, encerrando aos 17.408,71 pontos no primeiro dia de negociações de 2015. Já o Topix, indicador que agrupa os valores da primeira seção em Tóquio, caiu 6,42 pontos, ou recuo de 0,46% em relação ao último fechamento, terminando as negociações de hoje aos 1.401,09 pontos.

O apetite por ações no mercado japonês ficou reduzido. O clima de incerteza política na Grécia, que na semana passada convocou eleições parlamentares antecipadas, tem gerado preocupações em relação à economia europeia. Com isso, o índice Nikkei chegou a recuar mais de 200 pontos em determinado momento do dia.

Contribuiu ainda para o resultado a desvalorização do euro, que atingiu a mínima em quase nove anos ante o dólar durante os negócios asiáticos. A queda da moeda comum europeia foi potencializada após especulação de que o Banco Central Europeu (BCE) está mais próximo de lançar um programa de compra de bônus soberanos, talvez já no primeiro trimestre.

O dólar também subiu frente ao iene no mercado de câmbio em Tóquio. Às 17 horas locais, a moeda norte-americana estava cotada entre 120,38 e 120,39 ienes, um avanço de 0,59 iene em relação à cotação do pregão anterior.

Já a fraqueza do euro afetou ações expostas à zona do euro, como as da Canon, Nintendo e Mazda Motor, que recuaram 1,4%, 2,3% e 2,7%, respectivamente.

Por outro lado, as ações da Toshiba destoou na sessão de hoje, avançando 1,2% após notícias de que a empresa está para receber um contrato com valor de cerca de 200 bilhões de yuans para fornecer equipamentos para seis a oito reatores nucleares na China.

(Com informações das agências Estado e Kyodo)

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