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Dólar fecha com alta de quase 1% e passa de R$ 2,28 pela 1ª vez em 2 meses

O mercado acredita que pode haver uma elevação da banda informal, passando a oscilar entre R$ 2,25 e R$ 2,30.

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Do Mundo-Nipo com Agências

O dólar subiu quase 1% nesta terça-feira (5), aproximando-se de R$ 2,30 em meio ao aumento da tensão geopolítica entre Rússia e Ucrânia e indicadores econômicos melhores que o esperado nos Estados Unidos, que acentuaram a aversão a risco e elevaram a demanda pela moeda americana que fechou no maior nível em dois meses frente ao real.

O dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,89%, cotado a R$ 2,2827 para venda. Segundo dados da BM&F, o movimento financeiro ficou em torno de US$ 1,5 bilhão, acima da média diária do mês passado, de US$ 1,2 bilhão.

É a primeira vez em dois meses que a moeda norte-americana passa de R$ 2,28. A última foi em 4 de junho, quando fechou a R$ 2,284. Com isso, na semana, o dólar tem alta de 0,98% e no mês, de 0,56%. No ano, há queda de 3,17%.

Nesta sessão, a moeda americana abriu em alta amparada pelos dados econômicos melhores que o esperado nos Estados Unidos e acentuou a valorização no período da tarde, após declarações do ministro de Relações Exteriores da Polônia, Radoslaw Sikorski, à televisão polonesa TVN24 BIS, de que as tropas russas estão preparadas para pressionar ou invadir a Ucrânia, conforme noticiou o jornal financeiro ‘Valor Onine’.

Ainda de acordo com o jornal, em momentos de maior aversão a risco há um aumento da demanda por ativos considerados seguros, como o dólar e o ouro.

A moeda norte-americana também subia cerca de 1% frente a outras moedas emergentes, como o peso chileno e o rand sul-africano. Ajudaram também neste movimento novos dados da economia chinesa, que mostraram crescimento do setor de serviços desacelerando em julho ao nível mais lento em quase nove anos.

Indicadores econômicos fortes sobre o setor de serviços e a indústria dos EUA também deram impulso adicional ao dólar. O setor de serviços nos encerrou julho em 58,7 pontos, acima dos 56 pontos registrados em junho e acima do previsto pelos analistas que esperavam uma alta para 56,5 pontos. Já as encomendas da indústria para bens manufaturados saltaram 1,1% em junho, acima da expectativa do mercado que era de uma alta de 0,5%.

Esses resultados reforçaram a expectativa de que a economia americana continua se recuperando e ampliaram as chances de que o Federal Reserve poderá elevar a taxa básica de juros antes do esperado pelo mercado, destaca o Valor Oline.

Por outro lado, um operador de câmbio disse a Agência Reuters que o mercado está muito sensível aos dados dos EUA, porque não há certeza de que a recuperação está tão forte assim.

Com isso, a divisa dos EUA afastou-se ainda mais do patamar de R$ 2,25, após superar essa resistência na semana passada. O dólar vinha oscilando entre R$ 2,20 e R$ 2,25 desde o início de abril, com breves exceções.

Nesta terça, o presidente do Banco Central afirmou durante a reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que o mercado financeiro permanece com elevado nível de liquidez, com patamar de risco comprimido. Tombini ressaltou que o Brasil tem que transitar com mudanças externas de forma segura e que o câmbio é a primeira linha de defesa, voltando a destacar que o BC usa seus instrumentos para garantir tranquilidade financeira e financiamento externo.

Com a inflação pressionada, analistas já veem a possibilidade de o BC aumentar as atuações no câmbio por meio das rolagens caso o dólar acelere a alta em um curto espaço de tempo e ultrapasse a barreira de R$ 2,30.

O mercado também já enxerga uma mudança do patamar do câmbio após o crescimento bem acima do esperado do PIB dos Estados Unidos no segundo trimestre, saindo da banda de R$ 2,20 e R$ 2,25 em que esteve desde abril.

 

Atuações do Banco Central no câmbio

O Banco Central fez hoje a rolagem de todos os 8 mil contratos de swap cambial tradicional, que venceriam em 1º de setembro, cuja operação movimentou US$ 395,2 milhões .

Com isso ainda restam US$ 9,270 bilhões em swaps a serem renovados. Se mantiver o mesmo ritmo, o BC renovará US$ 8 bilhões do lote total que vence no início do mês que vem, devendo liquidar o equivalente a US$ 2,07 bilhões.

Mais cedo, a autoridade monetária vendeu todos os 4 mil contratos de swap cambial tradicional ofertados no leilão do programa de intervenção, “injetando” o equivalente a US$ 198,9 milhões no mercado futuro.

As informações das cotações de fechamento são fornecidas pelo Portal Financeiro Investing.com Brasil.

 


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