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Durante julgamento, mulher admite que amarrava crianças em creche no Japão

As crianças na creche, no distrito de Utsunomiya, eram enroladas em cobertores e amarradas com tiras de pano.

A proprietária da creche particular Toys, na província de Tochigi, no leste do Japão, onde uma menina de nove meses morreu, admitiu nesta segunda-feira que deixava as crianças amarradas, segundo informou a imprensa local.

A confissão de Kumiko Kimura, de 59 anos, acorreu durante seu julgamento, que teve início na manhã de hoje no Tribunal Regional de Utsunomiya. A ré admitiu que algumas crianças ficavam amarradas na creche, mas negou ter havido negligência na morte do bebê Emiri Yamaguchi, que morreu aos nove meses em julho de 2014, enquanto estava sob os cuidados da creche, informou a ‘Nippon TV’ (NTV), ‘Nihon Terebi’ em japonês.

Uma autópsia revelou que a criança morreu em consequência de hipertemia, estado em que o corpo sofre desidratação após aumento da temperatura devido ao ambiente muito quente. Os pais do bebê entraram com um processo contra a creche, alegando negligência e maus tratos.

Ainda de acordo com a NTV, a creche não era reconhecida pela prefeitura municipal de Utsunomiya, mas tinha licença para funcionar como instituição particular.

Uma ex-funcionária do local confirmou que desde 2011 as crianças eram mantidas amarradas na instituição da ré, segundo a NTV, que revelou fotos das crianças enquanto estavam na creche. Tiradas em 2012, as fotos mostram algumas crianças dormindo, todas enroladas em cobertores amarrados com tiras de pano.

O julgamento de Kumiko Kimura deve prosseguir nos próximos dias.

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