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Confiança das grandes empresas fica inalterada no 2º tri, diz BC do Japão

Economistas do BC japonês concluíram que o sentimento entre as maiores companhias manufatureiras ficou em 6 pontos.

A confiança do empresariado no Japão durante o segundo semestre ficou inalterada entre as grandes empresas, de acordo com a pesquisa Tankan do Banco do Japão (BoJ, o banco central japonês.

Divulgado no início do mês, o levantamento trimestral conta com a colaboração de cerca de 11 mil empresas, no qual as companhias expressam suas impressões em relação às condições dos negócios no Japão.

A pesquisa, feita no período de abril a junho, indicou que a confiança na economia entre as principais empresas manufatureiras não sofreu alterações. Contudo, observou-se uma piora entre as companhias não manufatureiras.

Economistas do BoJ concluíram que o sentimento entre as maiores companhias manufatureiras ficou em 6 pontos, ou seja, sem alterações em comparação com o índice do trimestre anterior.

O índice representa a diferença entre a porcentagem de empresas que dizem que o clima está favorável e aquelas que afirmam o contrário. Uma interpretação positiva da situação significa que mais empresas estão otimistas, o que sugere que a economia estaria mostrando sinais de melhora. Isto confirma a ideia de que a economia japonesa está no rumo da recuperação apesar da queda na confiança empresarial desde o ano passado.

Contudo, o economista executivo chefe do Instituto de Pesquisas Daiichi Life, Hideo Kumano, avalia que, apesar de mostrar melhoras, o resultado não significa que é possível subestimar a situação atual. “Na verdade, o nível de confiança piorou entre as grandes empresas não-manufatureiras no levantamento de junho”, avalia Kumano, acresecentando que a grande maioria das empresas entregou suas respostas antes do Reino Unido votar pela saída da União Europeia no dia 23 de junho.

Mediante a isso, o resultado da pesquisa não reflete o impacto do chamado Brexit. O resultado do referendo britânico fez o iene se valorizar. Acredita-se que uma moeda japonesa fortalecida ameace ainda mais os lucros corporativos das grandes empresas manufatureiras.

O governo dos Estados Unidos vai divulgar na sexta-feira (8) seus dados do setor de empregos para junho. Este índice tem um forte impacto nos mercados de câmbio. Além disso, os números ajudam os observadores que tentam prever quantas vezes os diretores do Federal Reserve (Fed, bnco central dos EUA) vão aumentar a taxa de juros este ano. A decisão do Fed deve aumentar o risco de valorização do iene.

“Contudo, analisando o quadro-geral, o fato de que o nível de confiança do empresariado é seriamente influenciado pelas taxas de câmbio, ele reflete a fragilidade das fundações da economia japonesa”, avalia Kumano.

Ainda de acordo com o economista, nesse sentido, ainda estão incluídos a capacidade das empresas japonesas de gerar receita, investimentos de capital, gastos pessoais e outras demandas domésticas.

“Quando as empresas têm grande capacidade de gerar receita, o impacto das flutuações nas taxas de câmbio é reduzido. Em suma, a economia japonesa ainda tem uma constituição frágil. O governo deveria priorizar políticas de expansão da demanda doméstica e fortalecimento da economia do país,”, concluiu Kumano em entrevista concedida a emissora pública ‘NHK’.

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