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Dólar sobe ante o real e fecha no maior patamar em 2 semanas

A moeda dos EUA atingiu o nível de R$ 2,28, renovando a máxima de encerramento em duas semanas.

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Do Mundo-Nipo com Agências

O dólar fechou em alta ante o real nesta terça-feira (9) e atingiu o maior valor em mais de duas semanas, com o mercado na expectativa pelas próximas pesquisas eleitorais para avaliar se a candidata do PSB, Marina Silva, mantém o ímpeto contra a atual presidente Dilma Rousseff (PT), criticada pelos investidores.

A moeda norte-americana encerrou o dia com valorização de 0,91%, cotada a US$ 2,2862 para a venda, após tocar R$ 2,2935 na máxima da sessão. É o maior valor de fechamento desde 25 de agosto, quando o dólar valia R$ 2,291. Na véspera, o dólar havia subido 1,16%.

Segundo dados da BM&F, movimento financeiro ficou em torno de US$ 1,1 bilhão, um pouco melhor do que os US$ 850 milhões na véspera.

Na semana, o dólar acumula alta de 2,08% e no mês, de 2,11%. No ano, há desvalorização de 3,02%.

O dólar operou em linha com o mercado externo durante o dia, com investidores reavaliando suas expectativas sobre quando a taxa de juros dos Estados Unidos começará a subir. Juros norte-americanos mais altos poderiam atrair recursos atualmente aplicados em outros mercados.

No exterior, pesavam ainda preocupações com a possibilidade de a Escócia votar a favor da independência do Reino Unido.

No Brasil, os investidores aguardam as próximas pesquisas de intenção de voto nas eleições presidenciais de outubro, que serão divulgadas a partir desta terça-feira.

O mercado tem se mostrado apreensivo com a possibilidade de continuar diminuindo a vantagem da ex-senadora Marina Silva (PSB) em relação à presidente Dilma Rousseff (PT), criticada por investidores, num eventual segundo turno.

Nesta manhã, pesquisa da CNT/MDA mostrou Dilma em empate técnico com Marina num eventual segundo turno, reforçando o quadro de incerteza eleitoral.

A pesquisa ajudou a manter o dólar em alta ante o real durante toda a sessão. Na reta final do pregão, a moeda norte-americana ampliou os ganhos e foi às máximas da sessão, à medida que investidores montavam posições para se antecipar à pesquisa do Datafolha, que tem divulgação prevista para a partir desta terça-feira.

O foco no cenário eleitoral fez com que investidores minimizassem a notícia de que a Moody’s rebaixou para “negativa” a perspectiva da classificação de risco do Brasil, ante “estável”. Após a divulgação da decisão, o dólar chegou a acelerar o passo, mas o movimento perdeu força rapidamente.

 

Atuação do Branco Central brasileiro no câmbio

Pela manhã, o Banco Central vendeu a oferta total de até 4 mil swaps cambiais, que correspondem a venda futura de dólares, como parte das intervenções diárias. Foram vendidos 1 mil contratos para 1º de junho e 3 mil para 1º de setembro de 2015, com volume equivalente a US$ 197,6 milhões.

O BC também vendeu a oferta total de até 6 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 1º de outubro. Ao todo, a autoridade monetária já rolou cerca de 9 por cento do lote total, equivalente a US$ 6,677 bilhões.

*As cotações são da Agência  Thomson Reuters.

 


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