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Economia do Japão é revisada para baixo no 2º trimestre

©Reprodução/Getty

O PIB japonês cresceu menos que o apurado na leitura preliminar, o que faz crescer a pressão sobre o Banco do Japão para aumentar o estímulo monetário.

A economia do Japão cresceu em um ritmo mais lento do que o inicialmente estimado no segundo trimestre, segundo dados revisados e divulgados na segunda-feira (9) pelo governo do país, ressaltando que o resultado é devido, em grande parte, a revisão negativa da leitura dos investimentos das empresas que, por sua vez, vem sendo afetado pela disputa comercial entre Estados Unidos e China.

A fraqueza na economia global e o agravamento do protecionismo comercial emergiram como riscos para o crescimento e adicionaram certa pressão sobre o Banco do Japão (BOJ, o banco central japonês) para que expanda o estímulo quando se reunir na próxima semana.

Segundo números revisados divulgados pelo Escritório do Gabinete Japonês, o Produto Interno Bruto (PIB) do Japão cresceu 1,3% entre abril e junho na comparação anual. O resultado é mais fraco que a leitura preliminar de 1,8% divulgada em agosto, mas está em linha com a previsão mediana dos economistas.

A taxa de crescimento anualizada se traduz em uma expansão trimestral de 0,3% em comparação com o trimestre de janeiro a março, ante uma leitura preliminar que indicava ganho de 0,4%.

Outras leituras revisadas

Os gastos de capital aumentaram apenas 0,2% em relação ao trimestre anterior, muito abaixo do crescimento preliminar de 1,5% e da previsão mediana de uma alta de 0,7%.

Stefan Angrick, economista sênior da Oxford Economics, disse que as indústrias cortaram os gastos no trimestre em meio a uma nova escalada nos atritos comerciais EUA-China.

Uma pesquisa de negócios do setor privado publicada na semana passada mostrou que a atividade manufatureira japonesa caiu pelo quarto mês consecutivo em agosto, enquanto os pedidos de exportação permaneceram em contração pelo nono mês seguido.

O consumo privado, que representa cerca de 60% do PIB japonês, avançou 0,6% em relação aos três meses anteriores, correspondendo à leitura preliminar.

As exportações líquidas – ou exportações menos importações – subtraíram 0,3 ponto percentual do crescimento revisado do PIB, sinalizando que a economia japonesa está sentindo a dor da desaceleração do crescimento global.

Em meio aos riscos para o crescimento, o presidente do BOJ, Haruhiko Kuroda, manteve a porta entreaberta para cortar ainda mais os juros, que já estão em território negativo, dizendo semana passada que esse movimento está entre as opções de política do banco central.

Com a Agência Reuters.