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Mesmo com oposição de Trump, Japão ratifica acordo de livre-comércio

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Além de Japão, dez nações já ratificaram o acordo, que agora depende dos EUA para entrar em vigor.

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O Parlamento Japonês ratificou o acordo de livre-comércio da Parceria Trans-Pacífico (TPP) nesta sexta-feira, apesar de o presidente eleito norte-americano Donald Trump afirmar publicamente que não o assinará por ser contra aos termos do documento.

Segundo a agência de notícias ‘AFP’, a maioria dos membros da Câmara Alta da Dieta, dominada pelo partido governista, aprovou a lei, enquanto que a oposição voltou contra. No mês passado, a Câmara Baixa aprovou o TPP.

O porta-voz do governo pediu a aprovação do tratado como “uma mensagem ao mundo da grande determinação do Japão em promover o livre comércio”.

“Continuaremos pedindo aos países signatários que aprovem o TPP rapidamente”, explicou o chefe de gabinete japonês, Yoshihide Suga, conforme noticiou a ‘AFP’.

O Tratado, assinado por 12 nações, levou anos para ser negociado e era a principal herança comercial que o presidente Barack Obama queria deixar.

Em 4 de fevereiro deste ano, ministros e representantes de doze nações (Estados Unidos, Japão, Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Peru, Malásia, México, Nova Zelândia, Cingapura e Vietnã) assinaram o Tratado da TPP na cidade de Auckland, na Nova Zelândia.

O acordo histórico, que representa cerca de 40% do PIB mundial, ainda tem de ser ratificado independentemente por cada Estado para poder entrar em vigor.

Segundo a agência de notícias ‘Kyodo’, o futuro do tratado é incerto devido à reticência do Congresso dos Estados Unidos em aprová-lo e, principalmente, pelo fato de que Donald Trump expressou publicamente oposição às condições do acordo. Trump se opõe energicamente aos termos do documento, que considera desvantajoso para seu país.

Apesar disso, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, enfatizou a importância do TPP e afirmou que Tóquio continuará promovendo o acordo, mesmo sem a confirmação de que os Estados Unidos ratificará o acordo.

Além de Japão, dez nações já ratificaram o acordo, que agora depende do aval dos Estados Unidos para entrar em vigor.

Fontes: Agência Kyodo | Agência AFP.

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