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Bolsa de Tóquio recua diante de preocupações com custos de importação

O índice Nikkei fechou no menor nível desde 25 de fevereiro.

Do Mundo-Nipo com Agências

A Bolsa de Valores de Tóquio fechou em queda pela segunda sessão consecutiva nesta terça-feira (10), refletindo as preocupações com o aumento dos custos de importação para as empresas japonesas em reação a queda acentuada do iene em relação ao dólar.

O Nikkei 225, índice que reúne as empresas mais negociadas da bolsa japonesa, caiu 125,44 pontos, recuo de 0,67% ante o fechamento anterior, encerrando aos 18.665,11 pontos, o menor nível de fechamento desde o dia 25 de fevereiro.

Já, o indicador Topix, que agrupa os valores da primeira seção em Tóquio, recuou 7,01 pontos, baixa de 0,46% ante o fechamento de segunda-feira, encerrando o dia aos 1.524,75 pontos.

O volume das transações na sessão principal aumentou para cerca 2,137 bilhões de ações negociadas, contra 1,797 bilhão de ações na segunda-feira, quando atingiu o nível mais baixo do ano.

O mercado japonês abriu em alta, seguindo os ganhos de ontem em Wall Street, que analistas atribuíram a grandes aquisições de ofertas públicas, bem como o aumento das expectativas de que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) poderá aumentar as taxas de juros no meado deste ano.

Logo após o intervalo do meio dia, no entanto, o mercado tomou uma curva acentuada para o território negativo, diante da desvalorização da moeda japonesa, que caiu para 122 ienes por dólar, seu nível mais baixo desde julho de 2007.

Normalmente, um iene mais fraco impulsiona ações de empresas exportadoras, que tornam-se mais competitivas em preço, e os lucros são inflados quando repatriados. Porém, especialistas de mercado dizem que as preocupações sobre os efeitos negativos de uma moeda mais fraca estavam começando a pesar sobre o mercado como, por exemplo, a queda pela demanda de ações dependente das importações e vinculadas com a fraca demanda doméstica.

Estrategista também dizem que há uma resistência para que o Nikkei não atinja os 19.000 pontos antes do término do atual ano fiscal que finda este mês, o que tem limitado os ganhos do mercado japonês. Além disso, o vencimento de opções sobre índice e de contratos futuros trimestrais, na próxima sexta-feira (13), também pode ter atuado como catalisador de vendas, segundo o estrategista-chefe da kabu.com Securities, Tatsunori Kawai

“Abril normalmente coincide com ajustes de posição relacionadas ao novo ano fiscal e com maior risco de volatilidade. Muitos investidores não gostam de comprar nessa época do ano”, comentou Kawai. O ano fiscal japonês termina em 31 de março.

Entre papéis mais negociados, os da Fast Retailing caíram 2,0%, após avançarem 5,0% ao longo de fevereiro, enquanto os da Softbank recuaram 1,0%, afetados pelo fraco desempenho do grupo Alibaba – no qual a operadora tem um terço de participação – em Nova York.

Já o Mitsubishi UFJ Financial Group cedeu 3,2% nos negócios de hoje, após saltar 23% no mês passado na esteira de fortes resultados trimestrais.

Já os papeis de grandes exportadoras tiveram resultados mistos. A Honda Motor ganhou 1,0%, enquanto a Sony caiu 1,2%.

(Com informações das agências Estado e Kyodo)

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