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Mais de 15% dos japoneses evitam comprar alimentos de Fukushima, diz pesquisa

Apesar de ter reduzido, o temor à radiação ainda é alto entre os japoneses, mesmo com o controle rigoroso sobre os produtos de Fukushima.

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Uma pesquisa realizada pela Agência de Assuntos dos Consumidores do Japão revelou que, por temor à radiação, 15,7% dos mais de cinco mil japoneses entrevistados revelaram que evitam comprar alimentos produzidos na província de Fukushima, informou nesta quinta-feira (10) a emissora pública ‘NHK’.

A pesquisa mostra que a radiação em Fukushima ainda preocupa os consumidores japoneses desde março de 2011, quando o forte terremoto de magnitude próxima a 9 grauu desencadeou um gigantesco tsunami que, por sua vez, devastou parte do nordeste japonês e atingiu a usina atômica Fukushima Daichii. Como consequência, gerou-se a pior crise nuclear desde a ocorrida em 1986 na cidade de Chernobyl, na Ucrânia.

O levantamento da Agência, que é efetuado a cada seis meses, abrangeu mais de cinco mil consumidores, todos residentes nas áreas afetadas pela tragédia de 2011 e em prefeituras próximas, incluindo Tóquio, Kanagawa, Chiba, Saitama, Aichi, Osaka e Hyogo.

Apesar de ainda ser alto, o resultado da pesquisa atual é menor em 1,5 ponto percentual quando comparado com o levantamento realizado em agosto do ano passado. Além disso, o número reduziu 3,7% pontos percentuais em relação à primeira pesquisa feita pela Agência, em meados de 2013.

A diretora da Agência, Kumiko Bando, disse à ‘NHK’ que, “mesmo com o controle rigoroso do governo sobre os alimentos provenientes de Fukushima, muitas pessoas ainda estão preocupadas com a radiação”, disse ela, acrescentando que “o número de consumidores que evitam comprar produtos oriundos da província ainda é alto, apesar de apresentar redução gradativa”.

O levantamento também questionou aos inquiridos como eles se sentem em saber que recebem “doses baixas de radiação”, das quais não há uma avaliação precisa sobre os danos que essas supostas “doses baixas” podem causar a saúde. Do total, 33,9% responderam que não é possível avaliar os riscos sem informações precisas.

Mediante a isso, Kumiko Bando prometeu que a Agência irá se esforçar para levar “informações precisas e de melhor entendimento para os consumidores”.

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