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Índice de preços ao produtor do Japão cai pelo 11º mês seguido

O índice, que mede a variação dos preços de venda recebidos pelos produtores domésticos, caiu 3,4% em fevereiro.

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O Índice de Preços ao Produtor (IPP) do Japão, que mede a variação dos preços de venda recebidos pelos produtores domésticos de acordo com sua produção, caiu 3,4% em fevereiro na comparação com o mesmo mês do ano passado, o que representa a 11ª queda consecutiva, informou o Banco do Japão (BoJ, o banco central japonês) nesta sexta-feira (11).

Segundo as estatísticas do banco central japonês, o índice situou-se em 99,8 no mês passado, contra uma base de 100 estabelecida em 2010.

Em relação ao IPP da indústria extrativa, todos os produtos da atividade influenciaram negativamente a variação mensal dos preços. O gás natural, o petróleo e o carvão caíram 21,8% em fevereiro ante um ano antes. Já os preços da prata, cobre e outros metais não-ferrosos recuaram 12,5%.

Segundo o BoJ, o declínio reflete, em parte, o impacto da desaceleração econômica da China sobre o comércio internacional.

Apesar da queda significativa em fevereiro, os preços recuaram menos do que a média observada em janeiro.

O Banco do Japão avalia que a queda dos preços do petróleo pode finalmente ser interrompida mediante a um esperado acordo entre os países produtores de petróleo para reduzir a produção. “Com isso, o Índice de Preços ao Produtor provavelmente aumentará num futuro próximo”, avalia o órgão.

Importância do IPP
O IPP, cujo âmbito são as indústrias extrativas e de transformação, tem como principal objetivo mensurar a mudança média dos preços de venda recebidos pelos produtores domésticos de bens e serviços, bem como sua evolução ao longo do tempo, sinalizando as tendências inflacionárias de curto prazo no País. Constitui, assim, um indicador essencial para o acompanhamento macroeconômico e, por conseguinte, um valioso instrumento analítico para tomadores de decisão, públicos ou privados.

O IPP investiga os preços recebidos pelo produtor, isentos de impostos, tarifas e fretes e definidos segundo as práticas comerciais mais usuais. Os produtos coletados são especificados em detalhe (aspectos físicos e de transação), garantindo, assim, que sejam comparados produtos homogêneos ao longo do tempo. Com isso, coletam-se preços mensalmente.

(Com Agência Kyodo)

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