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Dólar tem 4ª alta seguida e fecha semana com ganhos acima de 2%

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Mesmo com quatro altas seguidas, o dólar ainda está cotado abaixo de R$ 4, mas encerra a semana com valorização de 2,03%.

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O dólar avançou pelo quarto pregão consecutivo nesta sexta-feira (12), refletindo preocupações com o quadro fiscal no Brasil e maior cautela dos investidores frente às incertezas no cenário externo, apesar do salto dos preços do petróleo ter levado um certo alívio aos mercados globais.

A moeda norte-americana subiu 0,14%, cotada a R$ 3,9895 na venda, após atingir R$ 4,0028 na máxima da sessão. Com isso, o dólar encerra a semana com alta acumulada de 2,03%, após duas quedas semanais. No mês, a moeda tem queda de 0,86% e, no ano, valorização de 1,05%.

Cenário externo
Apesar da estabilização dos mercados de ações no exterior e da recuperação do preço do petróleo terem reduzido a busca por ativos mais seguros, investidores adotam uma postura de cautela no aguardo do retorno dos mercados na China, que estiveram fechado nesta semana por conta do Ano Novo chinês.

Lá fora, a moeda americana caía 0,11% frente ao rand sul-africano, subia 0,10% em relação à lira turca e recuava 1,14% diante do peso mexicano.

Dúvidas sobre a eficácia das medidas de estímulos adotadas pelos banco centrais de países desenvolvidos, que inclui a adoção de taxas de juros negativas, para retomar o crescimento da economia têm contribuído para o sentimento de menor apetite por ativos de risco.

Hoje o vice-presidente do Banco do Japão, Hiroshi Nakaso, afirmou que a adoção de juros negativo proporciona mais espaço para estímulos.

Já o presidente do Federal Reserve de Nova York, Willian Dudley, sinalizou nesta sexta-feira que os debates sobre as taxas de juros negativas nos Estados Unidos podem ter ido longe demais. “Acrescentar juros abaixo de zero à lista de ferramentas do Fed, segundo ele, é uma conversa extremamente prematura para se ter. A economia dos Estados Unidos está em ótima forma”, disse.

Mercado local
Apesar do ambiente de menor aversão a risco no exterior, a recuperação do real foi limitada pela preocupação com o quadro fiscal no mercado doméstico.

O mercado recebeu negativamente a decisão do governo em adiar o contingenciamento das despesas do Orçamento de 2016, prorrogado para março, que aumentou as dúvidas sobre o cumprimento da meta de superávit primário de 0,5% do PIB para este ano.

Operadores não gostaram das sinalizações de que o corte pode ser menor do que o promovido nos últimos anos. Com isso, as incertezas sobre o ajuste fiscal favorecem a volatilidade no câmbio.

Atuações do Banco Central
Nesta manhã, o Banco Central promoveu mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em março, vendendo a oferta total de 11,9 mil contratos. Ao todo, a autoridade monetária já rolou US$ 4,068 bilhões, ou cerca de 40% do lote total, que equivale a US$ 10,118 bilhões.

Fontes: Agência Reuters | Valor Online.

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