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Japão espera assinar tratado de paz com a Rússia nesta semana

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Espera-se que o tratado coloque um fim às disputas territoriais que ocorrem entre os dois países desde o fim da 2ª Guerra Mundial.

O porta-voz e secretário-chefe do gabinete japonês, Yoshihide Suga, disse que seu país espera assinar um tratado de paz com a Rússia durante uma reunião dos ministros das Relações Exteriores dos dois países, em 15 de abril, o que colocará um fim formal à Segunda Guerra Mundial.

Suga disse que a reunião abordará a discussão para “concluir o tratado de paz na base da resolução mutuamente aceitável”.

Nessa terça-feira (12), o chanceler japonês Fumio Kishida disse que, na sua interpretação, “o problema do tratado de paz não é nada mais do que a questão dos Territórios do Norte”, que são um pequeno arquipélago localizado próximo à ilha de Hokkaido, no extremo sul do Japão, denominado ilhas Curilas pelos russos.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse ontem que o tratado de paz entre a Rússia e o Japão não pode ser reduzido às disputas territoriais, já que em 1956 as partes assinaram uma declaração conjunta em que os países se recusaram às reclamações territoriais.

No entanto, a disputa territorial continua existindo e tem sido principal motivo de tensões entre os governos de Tóquio e Moscou.

Sobre as ilhas
As Ilhas Curilas, Ilhas Kuril ou Curilhas formam um arquipélago vulcânico de 56 ilhas que se estende entre a Península de Kamchatka, no extremo oriente da Rússia, até à ilha japonesa de Hokkaido, no extremo norte do Japão, entre o Mar de Okhotsk, a noroeste, e o Oceano Pacífico, a sudeste.

Embora o Japão reclame as quatro ilhas mais a sul, a que denomina “Territórios do Norte”, todo o arquipélago está sob a administração da Rússia desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, como resultado do Tratado de São Francisco.

O tratado, no entanto, expirou, de acordo com o governo japonês, que reivindica a soberania das ilhas, afirmando que elas “são parte inerente de seu território e que foi tomada indevidamente pela Rússia”.

Fontes: Agência Kyodo | Jornal Sputnik.

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