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Japão mantém Kuroda na presidência do banco central

Haruhiko Kuroda | Foto: Arquivo / Getty

Com o 2º mandato, Kuroda será o presidente do banco central japonês mais longevo em 50 anos.

O governo do primeiro-ministro Shinzo Abe anunciou nesta sexta-feira (16) Haruhiko Kuroda para outro mandato como presidente do Banco do Japão (BoJ, o banco central japonês), escolhendo ainda um defensor de um afrouxamento monetário mais ousado como um de seus vices em forte sinal aos investidores de que as autoridades não têm pressa para acabar com o programa de estímulo.

A escolha da nova liderança do Banco do Japão foi feita em meio à elevada ansiedade nos mercados financeiros japonês e globais, alimentada parcialmente pela especulação sobre a velocidade com que os principais bancos centrais vão reduzir as políticas adotadas na época da crise.

Em uma ação amplamente esperada, o governo indicou Kuroda, ex-burocrata do Ministério das Finanças de 73 anos, para outro mandato de cinco anos quando o atual terminar em abril.

Isso fará dele o presidente do banco central mais longevo em 50 anos, sinal da confiança do primeiro-ministro Shinzo Abe na capacidade dele de tirar a economia do Japão da estagnação.

O mercado acionário japonês avançou diante do alívio de que o Banco do Japão vai manter seu enorme estímulo, mesmo que outros bancos centrais caminhem para o fim dessas medidas.

O governo também indicou Masazumi Wakatabe, acadêmico de 52 anos da Universidade Waseda e defensor de um afrouxamento agressivo, para o cargo de vice-presidente do banco central.

A escolha de Wakatabe pode complicar a tarefa de Kuroda de formular uma lenta mas contínua saída do estímulo adotado pelo banco central.

Da mesma forma, também pode ajudar o Banco do Japão a dissipar as especulações do mercado de que pode reduzir o estímulo mais cedo que o esperado, e permitir que se volte para mais afrouxamento se os ganhos contínuos do iene ameaçarem a recuperação econômica do Japão, dizem alguns analistas.

O outro posto de vice-presidente foi para o diretor executivo do Banco do Japão, Masayoshi Amamiya, um veterano conhecido por arquitetar várias medidas de política monetária.

As indicações precisam de aprovação de ambas as Casas do Parlamento, o que é praticamente certo já que a coalizão governista de Abe tem confortável maioria.

Com Agência Reuters