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Bolsa de Tóquio recua antes de decisão do BC do Japão e dos EUA

Os investidores aproveitaram para realizar lucros após o índice Nikkei avançar por três sessões consecutivas e renovar máxima em cerca de 15 anos…

Do Mundo-Nipo com Agências

A Bolsa de Valores de Tóquio recuou levemente nesta segunda-feira (16), depois de avançar por três sessões consecutivas e renovar máxima em cerca de 15 anos, o que levou os investidores à realização de lucros em meio a cautela antes dos anúncios de política monetária a serem feitos esta semana pelos bancos centrais do Japão e dos EUA.

O Nikkei 225, índice que reúne as empresas mais negociadas da bolsa japonesa, recuou 8,19 pontos, leve baixa de 0,04% ante o fechamento anterior, encerrando aos 19.246,06 pontos, após avançar 1,4% no pregão anterior e atingir o maior valor de fechamento desde de abril de 2000.

Já o indicador Topix, que agrupa os valores da primeira seção em Tóquio, declinou 2,12 pontos, baixa de 0,14% ante o fechamento de sexta-feira, encerrando o dia aos 1.558,21 pontos.

O volume das transações na sessão principal reduziu para cerca de 1,977 bilhões de ações negociadas, após somar 3,198 bilhões de ações na sessão anterior, maior nível em quatro meses, quando houve liquidação de futuros índices (futuros trimestrais e opções mensais do Nikkei).

“Uma preponderância de posições vendidas em futuros de Nikkei levou ao forte movimento de cobertura (compras) que vimos na semana passada, à medida que os contratos venceram e foram rolados na última sexta-feira”, disse o estrategista-chefe da kabu.com securities, Tatsunori Kawai. “O mercado precisa digerir os ganhos.”

Segundo Kawai, essa intensidade de negócios não deve se repetir nesta semana, uma vez que os mercados retornarem ao padrão de normalidade.

Nesta sessão, ambos os índices abriram em baixa, influenciados pelas perdas em Wall Street na sexta-feira, mas o mercado acionário japonês assumiu o terreno positivo diante das expectativas de aumentos dos salários anunciados pelas grandes fabricantes do país durante as negociações anuais.

A Toyota Motor, maior montadora do mundo em vendas, pretende elevar em cerca de 4 mil ienes (US$ 33) o salário mensal de seus funcionários, enquanto que seis grandes fabricantes de eletrônicos, incluindo Hitachi e Panasonic, também decidiu aumentar os salários.

Os negócios em Tóquio, no entanto, foram restringidos diante da queda dos preços do petróleo e da cautela inspirada por anúncios de política monetária no Japão e nos EUA, previstos para amanhã e quarta-feira, respectivamente.

Embora não haja previsão de que o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) relaxe ainda mais sua política monetária esta semana, a autoridade monetária poderá ficar mais acomodatício em julho, caso o núcleo da inflação migrar para território negativo entre abril e junho, de acordo com avaliação do economista-chefe para Japão do Goldman Sachs, Naohiko Baba.

Em relação a política monetária nos EUA, analistas esperam que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) mostre maior disposição de elevar os juros básicos de mínimas históricas nos próximos meses.

Entre os destaques de baixa em Tóquio, a Inpex liderou as perdas no setor de energia, diante da fraqueza do petróleo. A Inpex caiu 4,3%, enquanto a JX Holdings cedeu 1,6% e a J Drill teve queda de 1,1%. A commodity barata, por outro lado, deu impulso às ações de empresas aéreas, como a ANA Holdings (+1,8%) e a Japan Airlines (+1,0%).

A fabricante de robôs industriais Fanuc, por sua vez, sucumbiu à realização de lucros e caiu 0,6%, após atingir máxima histórica na sessão anterior.

(Com informações das Agências Estado e Kyodo)

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