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Japão quer compensar o povo de Okinawa por 2ª Guerra e bases dos EUA

Okinawa ainda suporta o peso da presença de bases militares norte-americanas, mesmo após 70 anos do fim da guerra.

O porta-voz e secretário-chefe do gabinete japonês, Yoshihide Suga, informou nesta quarta-feira (16) que o governo do Japão tem intenções de compensar o sofrimento vivido pelo povo de Okinawa durante e depois da Segunda Guerra Mundial, informou a emissora pública ‘NHK’.

Falando à imprensa, Suga disse que Okinawa esperou durante longo tempo para voltar ao controle do Japão, mesmo depois de o Tratado de São Francisco ter entrado em vigor. Esse tratado serviu para finalizar oficialmente a Segunda Guerra Mundial e foi assinado oficialmente por 49 nações em 8 de setembro de 1951 em São Francisco, nos EUA. Com isso, o tratado ficou popularmente conhecido como Tratado de São Francisco, que entrou em vigor em 28 de abril de 1952.

Contudo, o tratado não protegeu a ilha de Okinawa que, segundo Suga, “ainda suporta um peso excessivo com a presença de bases militares norte-americanas”, mesmo após 70 anos do fim da guerra.

O porta-voz disse ainda que “o governo continuará ao lado do povo de Okinawa em sua busca para reduzir o peso da presença militar dos EUA”, enquanto se empenha em promover a economia regional.

Segundo ele, a intenção do governo do primeiro-ministro Shinzo Abe é “adotar medidas para suavizar a vida do povo de Okinawa”.

Ocupação norte-americana em Okinawa
Okinawa, que representa menos de 1% da área total do Japão, abriga aproximadamente 75% das bases militares dos Estados Unidos no país.

Mais da metade dos 47 mil efetivos norte-americanos no Japão encontra-se em Okinawa, onde constantemente há protestos contra realocações das bases militares dos EUA o país. Como se não bastasse, a população sofre constantemente com violências/estupros e outros crimes por parte dos soldados norte-americanos.

A violência mais recente ocorreu no último domingo, quando um marinheiro norte-americano, lotado na base de Schwab, estuprou uma mulher enquanto ela estava inconsciente em um hotel na cidade de Naha, capital de Okinawa.

O ato fez com que o governo japonês apresentasse um forte protesto contra os Estados Unidos. “É extremamente lamentável que isso tenha acontecido”, disse o chefe de Gabinete Yoshihide Suga.

O governo japonês “exigiu que os Estados Unidos aumente a disciplina entre os militares norte-americanos lotados Japão, disse suga à repórteres na última segunda-feira.

Segundo o jornal ‘The Asahi Shimbun’. esse tipo de “crime”, cometido por sodados dos EUA contra mulheres em Okinawa, vem acontecendo desde o início da ocupação norte-americana na ilha, a quase 70 anos, com o governo japonês repetidamente apresentando protestos formais, enquanto os Estados Unidos  prometem tomar providências. Mas, até o momento, nada fizeram de significativo para resolver a questão.

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