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Dólar cai à R$ 2,25 após redução de tensões na Ucrânia e pesquisa eleitoral no Brasil

Investidores analisavam a pesquisa da Datafolha, que reforçou as possibilidades de um 2º turno com Dilma e Marina Silva, empatada com Aécio.

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Do Mundo-Nipo com Agências

O dólar fechou em queda ante o real nesta segunda-feira (18), retornando à casa de R$ 2,25, influenciado pela redução da tensão geopolítica na Ucrânia e reagindo à pesquisa da Datafolha, que reforçou as possibilidades de um segundo turno e de uma mais disputa mais acirrada na corrida eleitoral à presidência do Brasil, o que ajudou a sustentar a queda do dólar frente ao real.

O dólar comercial encerrou o dia com desvalorização de 0,24%, cotado a R$ 2,2586 para venda, após cair a R$ 2,2505 na mínima do dia. Trata-se da terceira queda consecutiva da moeda dos EUA ante o real.

A pesquisa Datafolha divulgada hoje mostrou que, se concorresse à Presidência da República pelo PSB, a candidata Marina Silva teria 21% das intenções de voto, na primeira consulta feita após a morte do ex-governador pernambucano Eduardo Campos, que morreu na semana passada vítima de um acidente de avião em Santos (SP), de acordo com o jornal ‘Valor Online’.

Com o resultado, Marina fica em empate técnico com Aécio Neves, com 20% das intenções de voto. Dilma Rousseff, por sua vez, conta com 36% das intenções de voto. Em uma simulação de um segundo turno, Marina conquistaria 47% dos votos, contra 43% de Dilma. O Datafolha mostrou ainda que a aprovação do governo Dilma subiu 6 pontos percentuais, para 38%, em relação a última leitura.

Contudo, analistas políticos apontaram que ainda é cedo para tirar conclusões definitivas a partir do levantamento. Eles acrescentaram que também merece destaque o aumento da aprovação do governo Dilma, com 38% dos entrevistados considerando sua administração boa ou ótima, destacou mais cedo a Agência Reuters.

Além disso, analistas lembraram que o levantamento foi realizado em meio a forte comoção popular após a trágica morte do então candidato do PSB, Eduardo Campos, o que pode ter impulsionado os números de Marina.

O ambiente mais tranquilo no exterior também contribuiu para trazer alívio ao câmbio no Brasil, após o arrefecimento das tensões em torno da Ucrânia e Rússia, que iniciaram negociações de um cessar-fogo.

 

Atuações do Banco Central no câmbio

Pela manhã, o BC deu continuidade às suas ações diárias, vendendo a oferta total de até 4 mil swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares. Foram vendidos 1,3 mil contratos para 1º de junho e 2,7 mil contratos para 1º de setembro, com volume correspondente a US$ 197,1 milhões.

Até a sessão passada, a autoridade monetária colocava swaps para 2 de fevereiro e 1º de junho de 2015.

Além disso, o BC vendeu a oferta integral de até 10 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em setembro. Ao todo, o BC já rolou cerca de metade do lote total, que corresponde a US$ 10,070 bilhões.

*As informações das cotações de fechamento são da Agência Thomson Reuters.

 


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