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Dólar fecha em alta em meio a temores de recessão nos EUA

Foto: Full HD Pictures

A moeda dos EUA fechou em R$ 3,9013 na venda, com o mercado cauteloso antes da reunião de política monetária do Fed.

O dólar fechou em leve alta ante o real nesta terça-feira (18), com o mercado apreensivo em meio a rumores de uma possível recessão nos Estados Unidos, mostrando cautelo antes da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed – o banco central dos EUA), que termina amanhã (19).

Ao término da sessão de hoje, o dólar estava cotado a R$ 3,9013 na venda, leve variação positiva de 0,17%. Na máxima do dia, a divisa americana chegou a R$ 3,9186, enquanto caiu a R$ 3,8846 na mínima. O dólar futuro tinha pequena alta de 0,04%.

Segundo a agência de notícias “Reuters”, a Advanced Corretora escreveu pela manhã que há receios de que o Fed possa estar equivocado em sua política de alta dos juros, o que eleva a discussão sobre um eventual período recessivo americano acontecer em 2019, visto que a atividade econômica mundial tem dado mostras de enfraquecimento.

“Diante dessas incertezas se espera um discurso mais suave (dovish) ao final do dia de amanhã”, avaliou a corretora.

Uma pesquisa da “Reuters” com economistas mostrou que o risco de uma recessão nos EUA nos próximos dois anos subiu para temerosos 40%, e houve ainda mudança significativa nas expectativas de menos aumentos dos juros pelo Fed no próximo ano. Agora, a pesquisa aponta para apenas duas altas nos juros em 2019.

Na quarta-feira, o banco central norte-americano deve elevar os juros pela quarta vez neste ano, apesar das críticas do presidente dos EUA, Donald Trump, à política monetária do país.

Intervenção do Banco Central do Brasil no câmbio
O BC vendeu nesta sessão 13,83 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares. Desta forma, rolou US$ 8,298 bilhões do total de US$ 10,373 bilhões que vence em janeiro.

Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final da semana, terá feito a rolagem integral dos contratos.

Mundo-Nipo
Com agência Reuters Brasil