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Inflação no Japão sobe ao maior nível em 7 meses

©Alex Segre/Alamy

O índice de preços ao consumidor no Japão subiu a metade da meta de 2% almejada pelo Banco do Japão.

Atualizado em 21/10/2018


O principal indicador da inflação ao consumidor no Japão, o chamado Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês), acelerou em setembro, mas permaneceu na metade do ritmo da meta de 2% almejada pelo Banco do Japão (BOJ, o banco central japonês), destacando o desafio de cumprir o objetivo uma vez que as tensões comerciais prejudicam o cenário econômico.

O núcleo do índice de preços ao consumidor, que elimina os efeitos dos custos voláteis de alimentos frescos, subiu 1% em setembro na comparação com o ano anterior, igualando a expectativa e acelerando sobre 0,9% em agosto, mostraram dados divulgados na sexta-feira (19) pelo Ministério dos Assuntos Internos e Comunicações do Japão.

Embora a taxa de inflação tenha sido a mais forte em sete meses, o aumento deveu-se principalmente aos custos mais altos do petróleo, com a maioria dos outros itens subindo apenas ligeiramente, de acordo com os dados.

“Não estamos vendo a pressão inflacionária aumentar. Os gastos privados precisam aumentar mais para o núcleo da inflação ao consumidor acelerar além de 1%”, disse Takeshi Minami, economista-chefe do Instituto de Pesquisa Norinchukin, segundo a agência de notícias Reuters.

“A inflação vai provavelmente estagnar em torno dos níveis atuais por algum tempo”, concluiu Takeshi Minami.

Já o chamado núcleo do núcleo do índice, uma medida mais observada que o Banco do Japão usa e que exclui o efeito de alimentos frescos e de energia, avançou 0,4% em setembro, em linha com o mês anterior.

A economia do Japão se recuperou no segundo trimestre de uma contração nos primeiros três meses deste ano, graças aos robustos gastos de capital.

No entanto, os crescentes atritos comerciais e uma série de desastres naturais que interromperam as cadeias de fornecimento no país recentemente obscurecem as perspectivas para a economia japonesa, que é altamente dependente de exportações, com alguns analistas projetando uma leve contração no trimestre de julho a setembro.

A incerteza sobre as perspectivas econômicas aumenta os desafios para o BOJ, que tem lutado para disparar os salários e os preços, apesar dos anos de anos de economia estagnada.

Os dados de inflação estarão entre os fatores que o banco central vai avaliar em sua reunião de política monetária em 30 e 31 de outubro.

Mundo-Nipo
Fontes: Agência Reuters | Ministério dos Assuntos Internos e Comunicações do Japão.